16/03/12 - Norma da Anvisa que proíbe cigarros com sabor é publicada

Cigarros com aditivos como mentol e cravo terão de sair do mercado. Agência manteve liberação do açúcar, usado na produção do tabaco

A partir desta sexta-feira (16), começam a valer no Brasil as novas regras estipuladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricação de cigarros sem o uso de aditivos de sabor como o mentol e o cravo.

A medida, decidida na última terça-feira em reunião do órgão, foi publicada na edição desta sexta do "Diário Oficial da União". A decisão também impede a importação de produtos do tipo, mas não afeta a produção nacional destinada para exportação.

Ao todo, a norma enumera oito aditivos, como, por exemplo, os conservantes, que continuam permitidos porque não alteram o sabor do cigarro. Caso, no futuro, a Anvisa se convença de que há outras substâncias que também não influem no aroma da fumaça, a lista pode crescer.

 

Prazos

Apesar da proibição da maioria dos aditivos, o açúcar foi mantido na lista de produtos permitidos para repor o que a planta possui naturalmente e perde durante a preparação do tabaco.

Os fabricantes terão até 18 meses a partir da publicação da norma para retirar do mercado nacional todos os cigarros com sabor. No caso de outros derivados de tabaco, como fumos para cachimbos, serão 24 meses.

Na avaliação dos especialistas técnicos da Anvisa, baseados em estudos científicos, os aditivos de sabor não fazem mais mal ao organismo que um cigarro sem eles, mas são usados para “atrair” novos fumantes -- principalmente os mais jovens.

Segundo a agência, o número de marcas de cigarro com sabor disponíveis no mercado quase dobrou entre 2007 e 2010, de 21 para 40. Cerca de 600 aditivos são usados na fabricação de cigarros – 10% da massa de um cigarro é, na verdade, composta por aditivos.

Os produtores afirmam que 2,5 milhões de empregos estão ligados à cadeia produtiva do cigarro, especialmente na região Sul. Cerca de 15% do tabaco produzido no Brasil é voltado para o mercado interno. Os principais compradores são os países da União Europeia e do Extremo Oriente.

 

Fonte: G1