06/08/2014 - Ambev teme efeito de aumento tributário

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As medidas que serão adotadas pelo governo para aumentar impostos de bebidas precisam ser simples e previsíveis. A afirmação é do presidente da Ambev, João Castro Neves, que teme o impacto que o aumento tributário pode ter nos produtos da empresa, que fabrica 29 marcas de cervejas, refrigerantes, isotônicos e energéticos.

O governo pretende aumentar os impostos de bebidas frias - cervejas, refrigerantes, isotônicos e refrescos - no dia 1º de setembro. O reajuste, cujo percentual ainda será anunciado, será feito de maneira escalonada. Neves afirmou que é preciso que o setor de bebidas e o governo encontrem um "ponto de equilíbrio" que vigore por três ou quatro anos. O executivo refere-se à magnitude da elevação dos impostos e ao período em que a medida entrará em vigor.

Em maio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o imposto era calculado com base em uma tabela de preços médios praticados no varejo. Essa tabela não é atualizada há pelo menos dois anos e é sobre esses preços que governo e empresas divergem.

"Impacto de imposto sempre tem, ou seja, um possível aumento [no preço final da bebida]. O governo federal vai em algum momento chamar o setor para conversar, e essa conversa vai determinar o que vai acontecer", afirmou o presidente da Ambev, após anúncio de investimento de R$ 180 milhões na construção de um centro de inovação e tecnologia no Rio.

Neves disse que o setor de bebidas é mais onerado que a média da indústria e que o aumento de tributos poderia prejudicar a produção. Por outro lado, segundo o governo, a alta nos tributos em bebidas é necessária para aumentar a arrecadação e assim permitir o superávit primário de R$ 80,8 bilhões para o governo central, ou 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Fonte: Valor Econômico *Para ler na íntegra, visite o site do Valor