15/07/2014 - Veja quem ganhou e quem perdeu com a Copa na economia

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Ainda vai levar algum tempo para saber qual foi o impacto exato da Copa do Mundo para a economia brasileira. Vários indicadores apontam, no entanto, que o segundo trimestre do ano viu uma forte desaceleração da economia, com as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano recuando para algo em torno de 1%.

Para consultorias e analistas consultados pelo G1, apesar das promessas do governo de que o evento geraria milhares de empregos e ajudaria a impulsionar o crescimento, o Mundial teve efeito praticante nulo ou insignificante para a economia.

Na análise por setores, entretanto, houve quem faturou com a Copa, sobretudo os segmentos ligados ao turismo e lazer, como hotéis e bares. Por outro lado, a indústria manteve a trajetória de queda, por conta da grande quantidade de feriados e dias parados.

 

700 mil estrangeiros

Já os setores ligados ao turismo comemoram o faturamento e o número recorde de estrangeiros no país: 700 mil apenas em junho – número 132% acima do mesmo mês do ano passado. O dinheiro deixado pelos "gringos" no Brasil durante o período da Copa foi 169% maior que o volume de dólares gasto no mesmo período de 2013, segundo levantamento da empresa de cartões de crédito MasterCard.

Nos 21 aeroportos das 12 cidades-sede, a média diária de passageiros foi de 485 mil, número superior ao do carnaval e do último Natal.

A taxa de ocupação nos hotéis das cidades-sede cresceu 24% na comparação com o mesmo período de 2013, estima o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). Em cidades como São Paulo, entretanto, o movimento caiu por causa da redução do turismo de negócios.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), a ocupação ficou entre 58% e 62% durante a Copa, abaixo da média de 75% no ano passado. A entidade avalia, porém, que não ocorrem perdas, uma vez que houve uma transferência dos eventos corporativos e feiras para outras datas ao longo do ano para não concorrerem com o período do Mundial.

“São Paulo não perdeu nada. Pelo contrário, houve ganho porque a Copa trouxe uma demanda totalmente nova para a cidade. Tivemos queda em junho, mas em todos os outros meses do ano tivemos crescimento de mais de 10% e vamos crescer entre 4% e 7% no ano”, afirma o presidente da associação, Bruno Omori.

 

Vendas nos bares crescem 25%

Nos bares, estima-se que as vendas tenham crescido 25%, em média, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Já nos restaurantes houve queda de 10% no faturamento, em razão do menor número de eventos corporativos no período de Copa. Outra explicação é o perfil do turista de Copa, que geralmente viaja sem a família e vai pouco a restaurantes.

A Abrasel calcula que o faturamento geral do setor chegou a R$ 11 bilhões em junho, uma alta de mais de 20% ante o ano anterior.

Os produtores de cerveja também saíram ganhando. Em junho, a produção nacional foi de 1,04 bilhões de litros, o que representou uma alta de 6,3% ante junho de 2013. No semestre, o setor acumulou crescimento de 11,6%.

 

Fonte: Globo.com *Para ler a matéria na íntegra acesse o site Globo.com