23/06/2014 - Conheça nossa seleção brasileira de restaurantes

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Assim como no futebol, quando o assunto é comida todo mundo arrisca seu palpite. Com essa ideia em mente, a equipe da ValorInveste escalou sua própria seleção brasileira de gastronomia, com um representante por cidade-sede.

Em Manaus (AM), as vedetes são os ingredientes da maior floresta tropical do mundo, que tornam a cozinha da capital do Amazonas uma das mais típicas entre as cidades-sede. A viagem culinária ao norte do país passa por frutas como o tucumã, o cupuaçu e o já globalizado açaí, mas também pelos peixes.

No Centro-Oeste, a capital federal é reputada como o terceiro polo gastronômico do país, atrás apenas de São Paulo e Rio. Mas não é para menos. Centro do poder político, Brasília é um imenso mosaico de migrantes de várias regiões, além de sede de embaixadas. Esse público eclético, faminto por novidades, impulsiona o circuito de restaurantes da cidade.

Pelo fato de ser uma das portas de entrada para o Pantanal, Cuiabá (MT) também é um celeiro de receitas de pescados de rio. Espécies como o pintado, pacu, piraputanga e até jacaré, criado em fazendas específicas, costumam frequentar as mesas cuiabanas.

Na outra ponta do país, no Nordeste, peixes também são especialidades. No entanto, os sabores locais vêm do mar. Recife (PE) e Salvador (BA) têm competido entre si pelo título de principal polo gourmet da região. A capital pernambucana despontou há alguns anos, com a proliferação de cursos superiores em gastronomia. Existem nada menos que cinco faculdades.

Já sobre a capital baiana é possível escrever livros e mais livros sobre os pratos típicos, bem como suas influências e ingredientes. Terra dos famosos acarajés, vatapás e moquecas, a gastronomia local reflete a própria riqueza cultural da Bahia, uma mistura bem brasileira de hábitos africanos, indígenas e europeus.

Ainda no Nordeste, Natal (RN) exibe uma gastronomia que une peixes e frutos do mar a influências sertanejas, com pratos à base de carne de sol e de bode. Em Fortaleza (CE), as lagostas também são famosas, mas a culinária da capital cearense abrange ainda a cozinha típica do sertão.

Quando se fala em região Sul, a primeira comida a vir à mente da maioria das pessoas é o churrasco. É uma fama merecida. Em Porto Alegre (RS), os carnívoros encontram um prato cheio, literalmente. Os gaúchos se orgulham muito das tradições, que incluem as mais variadas maneiras de assar uma carne. Curitiba (PR), por sua vez, exibe uma cena cosmopolita, com forte sotaque europeu.

No Sudeste, a gastronomia dá uma volta ao mundo. Belo Horizonte (MG) passeia, com a mesma desenvoltura, pela alta gastronomia à comida de boteco.

No Rio de Janeiro (RJ), vale tudo. O título de Cidade Maravilhosa surgiu, sobretudo, pela exuberante natureza que envolve a capital fluminense, cenário da final da Copa. Mas bem que poderia ter sido em razão da cena gastronômica, influenciada por inúmeras culturas, entre as quais a portuguesa, a francesa, a italiana, a alemã, a árabe e a nordestina.

Palco da abertura do Mundial, São Paulo (SP) é a mais cosmopolita das metrópoles brasileiras. Essa característica torna uma missão quase impossível definir sua cultura gastronômica. A terra que abrigou imigrantes de praticamente todo o mundo exibe justamente na diversidade sua principal marca. Você tem fome do quê? A capital paulista tem. Mas, vá lá, a cidade cultiva, sim, pelo menos um símbolo culinário. Afinal, paulistano que se preza não passa sem sua pizza preferida.

Fonte: Valor Econômico *Leia a matéria na íntegra no site do Valor