20/06/2014 - Grupo JHSF amplia parceria com a família Fasano

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O empresário Rogério Fasano, que carrega no sobrenome uma das marcas de maior prestígio do país, voltada a consumidores de alta renda, amplia a parceria com a JHSF, incorporadora e administradora de shopping centers, controlada pela família Auriemo. A Hotel Marco Internacional , sociedade entre a JHSF e Rogério, está comprando por R$ 53 milhões 13 restaurantes e o direito de usar a marca Fasano em qualquer atividade econômica.

O valor da operação inclui pagamento de dívidas e equivale a 5,5 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos restaurantes operados por Rogério, de R$ 9,6 milhões no ano passado. A Hotel Marco, empresa da qual a JHSF tem 65% do capital e Rogério, e em menor medida seus irmãos Andrea e Fabrizio, 35%, já é dona do Hotel Fasano, instalado no bairro dos Jardins, em São Paulo, e opera mais três hotéis Fasano, em Sorocaba (SP), Rio de Janeiro e Punta del Este, no Uruguai.

Agora, passando também a administração dos restaurantes ao CEO da Hotel Marco, Paulo Antunes, Rogério, responsável pela expansão dos negócios da família nos últimos anos, terá mais tempo para dedicar-se à clientela.

"Eu vou cuidar da operação, trazer novas ideias, estudar a expansão do negócio", disse ao Valor Rogério, bisneto do fundador do grupo Fasano, criado há 112 anos com a abertura da Brasserie Paulista, em São Paulo. Os negócios da família, que hoje emprega cerca de 1,5 mil pessoas, abarcam além de quatro hotéis, as marcas de restaurantes Fasano, Gero, Parigi, Nonno Ruggero, Emporio e Armani Caffè. A Casa Fasano, de serviços de bufê, comandada por sua irmã Andrea, não entrou na operação negociada com a JHSF.

A grife Fasano poderá ser carimbada em outros produtos como alimentos e bebidas, por exemplo, diz Antunes, observando que isso ainda está sendo estudado. Ele há sete anos comanda a Hotel Marco, cuja receita operacional líquida em 2012 foi de pouco mais de R$ 30 milhões, com lucro líquido de R$ 3,8 milhões. Em 2013, a receita aumentou para R$ 32,7 milhões e a operação continuou no azul, segundo o executivo. Ficará a seu cargo reestruturar a dívida bancária dos 13 restaurantes dos Fasano, cujo valor não foi informado. "A dívida está financiada em boas condições, mas podemos melhorar. Isso será feito nos próximos meses", disse Antunes.

Fonte: Valor Econômico *Para ler a matéria na íntegra, acesse o site do Valor.