12/06/2014 - Curitiba pode ganhar food trucks em breve

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Febre na América do Norte e na Europa, os food trucks estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade em Curitiba. O projeto de lei que regulariza o comércio de comida de rua já passou por todas as comissões da Câmara e deve ser votado em 1.º turno nos próximos dias.

Os furgões que funcionam como cozinhas móveis têm a proposta de servir pratos mais elaborados a um preço acessível e de forma mais rápida que um restaurante comum. Atualmente, nas ruas da capital paranaense só é permitida a venda de alimentos como milho verde, pipoca, pamonha e doces durante o dia (das 9 às 19 horas), e do tradicional cachorro-quente durante a noite (das 19 às 6 horas).

“A tendência é inevitável. Queremos dar chance a empreendedores e mais opções para moradores e turistas. Hoje quem vai ao Jardim Botânico não tem o que comer”, exemplifica o vereador Hélio Wirbiski (PPS), autor do projeto. A intenção é permitir que os pequenos caminhões ocupem principalmente parques e regiões da cidade que não possuem vocação gastronômica. Nada mudaria para vendedores ambulantes e para as tradicionais feiras livres da cidade.

Em São Paulo, a lei que autoriza esse tipo de comércio foi regulamentada no início de maio. Uma das principais diferenças do projeto curitibano é o alvará provisório rotativo, ou seja, não prevê endereço fixo para o furgão, que seria obrigado a trocar de ponto em determinado tempo. Segundo Wirbiski, essa medida evita criar “donos” para os espaços públicos e concorrência desleal com estabelecimentos próximos.

 

Fiscalização

“Apoiamos a livre concorrência, apenas ficamos preocupados quanto ao rigor da fis­­calização”, explica Luciano Bartolomeu, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. A consulta de viabilidade de um comércio edificado envolve várias secretarias, que também estão envolvidas nos estudos de implantação dos food trucks. Em caso de aprovação da lei, seria preciso definir, entre outras coisas, quais locais receberiam os veículos e a distância a ser mantida de comércios similares. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Urbanismo não quis comentar o assunto.

Para Giselle Poitevin Pirih, coordenadora da Vigilância Sanitária da prefeitura, apesar de não existir referência para esse tipo de atividade, a fiscalização do órgão deve avaliá-la da mesma forma. “Água corrente, refrigeração para armazenamento e higienização do local são pontos básicos. O que muda são os alimentos, que têm riscos diferentes.”

 

Fonte: Gazeta do Povo