05/06/2014 - Mercado da gastronomia está em alta

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Se os shoppings são opções quase garantidas de sucesso no varejo, o segmento da alimentação é um dos mais seguros para se investir nesses empreendimentos comerciais. Isso porque, a cada dia, cresce mais a vontade e a necessidade das pessoas se alimentarem fora de casa.

Em Rio Preto, só para se ter uma ideia, a população pretende gastar R$ 620,5 milhões com esse tipo de consumo, o que significa 23,5% a mais do que em 2013, quando o volume gasto foi R$ 502,5 milhões, de acordo com o levantamento IPC Maps 2014.

"Esse segmento tem um princípio de sucesso maior. Dificilmente haverá problemas, exceto por mal gerenciamento do negócio. A única coisa que pode acontecer é uma velocidade de maturação mais lenta", afirma o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva.

E, quando se fala em alimentação em shoppings, os modelos de franquia logo vêm à cabeça. É que esse tipo de negócio gera ainda mais segurança aos empreendedores que querem arriscar, pois boa parte carrega um histórico de sucesso e oferece apoio aos franqueados.

Em Rio Preto, esse tipo de loja de alimentação representa 60% das 115 instaladas nos cinco shoppings da cidade. "Apesar das taxas e mensalidade, o investidor opta por conta do sucesso comprovado e segurança maior no rendimento da empresa", afirma Silva. Grande parte das empresas de alimentação são de fast food, considerando o conceito de preparo e atendimento rápidos, que pode ser um lanche ou mesmo prato feito. Ao todo, são 84.

Só de unidades Mc Donald´s são seis espalhadas pelos centros comercias, incluindo lanchonetes maiores e apenas quiosques de sobremesa. O Burguer King é outra rede que vai estar presente em quatro dos cinco shoppings, quando todas as unidades previstas forem inauguradas. "Há um predomínio desse tipo de negócio porque as pessoas querem rapidez, mas sem abrir mão da qualidade", afirma.

 

Empresas locais montam marcas

Marcas criadas na região também estão presentes nos shoppings. Ao todo são 30, desde opções que vendem batata, sorvete, doce, pizza, lanches até prato pronto. Um exemplo é o empresário Luís Augusto Folchi Golin, criador da marca da batata Dipz, que tem uma loja no Shopping Cidade Norte e outra no Plaza Avenida.

O produto é fresco, custa a partir de R$ 5 e é vendido num cone, com espaço para colocar molho, e que pode ser incrementado. "A vantagem de se instalar num shopping é o horário estendido de atendimento, o que permite ampliar as vendas, apesar dos custos mais altos em relação a uma loja de rua", afirma.

 

Trabalhadores

E para dar conta do movimento, principalmente no fim de semana, quando o público aumenta consideravelmente em função de receber os moradores de cidades próximas, é preciso um contingente de trabalhadores. Ao todo, são 1,2 mil pessoas empregadas. Mas lojistas dizem que, como em boa parte de outras funções, está difícil achar gente interessada. É que a carga horária diferenciada, que inclui horários estendidos, domingos e feriados costuma afastar os profissionais do setor.

 

Praça tem rotina diferente

No Praça Shopping, em função da localização bem no centro da cidade e do horário de funcionamento acompanhando o expediente da maior parte dos trabalhadores, a dinâmica é diferente dos outros centros de compra. São cerca de 3 mil clientes todos os dias. O local não funciona aos domingos. "Temos a característica de receber grande parte dos trabalhadores dessa região, o que gera um fluxo constante de clientes durante todos os dias da semana", disse o superintendente do Praça, Marcos Fernandes.

No local, são nove empresas de alimentação, e também diferentemente dos outros, a predominância é de marcas locais, com cinco pontos. Na praça, em si, são quatro empresas de alimentação. Nos maiores restaurantes, Só Suco e Sabor do Campo, o valor do quilo é R$ 50, mas também é possível comprar lanches a partir de R$ 6,50. Um dos diferenciais é a sala Vip do Só Suco, que tem capacidade para receber até 14 pessoas. O espaço serve para receber empresários que querem fazer reuniões de negócios ou reunir equipes para treinamentos. A sala não tem custo, mas deve ser reservada com pelo menos um dia de antecedência.

 

Restaurante sofisticado tem espaço

Nem só de fast food vive um shopping center. Restaurantes com cardápios mais sofisticados também fazem sucesso e atraem legiões de consumidores, dispostos a pagar mais por uma gastronomia mais refinada. Os empreendedores optam por esse tipo de investimento por conta dos diferentes públicos existentes na cidade, inclusive o que utiliza esses espaços para reuniões de negócio durante o almoço.

Dois são destaques no Riopreto Shopping, o H2 Chopp, instalado em 1998, e o Mousse Cake, que acabou de completar três anos. Na cidade há ainda nomes como Si Señor e Maremonti, que acabaram de chegar ao Iguatemi, assim como o Barbecue, no Plaza Avenida.

"Temos uma clientela assídua, que nos permite passar ao largo de crises", afirma Paulo Vitor Iombriller, gerente do H2. Lá, entre sextas, sábados e domingos a média de refeições é de 800 por dia, o que chega a provocar fila de espera de até 15 minutos. O valor do quilo: R$ 53,90. O preço é alto, mas a qualidade é atestada. No cardápio do bufê por quilo há itens clássicos como carneiro, coalhada e outros da linha árabe, sem contar as saladas e carnes. Na opção a la carte, há filés, picanha e peixes. Para dar conta do serviço são 62 funcionários registrados. "Nossa clientela é bem variada, de diferentes classes econômicas."

No Mousse Cake, o ambiente mais sofisticado chega a assustar quem não conhece, mas segundo a gerente Cássia Possani Constâncio é possível apreciar uma boa comida por preços a partir de R$ 31,60. Os pratos são individuais e o restaurante também investe em festivais temáticos, para variar e atender todos os públicos. O prato mais caro, o lombo de bacalhau e risoto de limão sai por R$ 86,90. Sextas, sábados e domingos também são os dias de mais movimento, quando a média é de 450 refeições por dia. A equipe é formada por 30 funcionários. "O mercado da gastronomia é forte, tem espaço para mais restaurantes, mas falta mão de obra."

 

Segurança

A empresária Laís Accorsi, do Barbecue Steak and Wine House, optou por abrir uma unidade em shopping por entender que essa é uma tendência de mercado. "Outras cidades têm criados bastante atividades sociais nos shoppings, sem contar a praticidade e a segurança", afirma. Ela é proprietária de uma loja de rua, na Redentora, e de outra no Plaza Avenida Shopping.

O restaurante é especializado em carnes, com pratos individuais com valores entre R$ 35 e R$ 50. Os cortes das carnes são especiais e a empresa só trabalha com a raça angus. Um dos destaques é a fraldinha, porção que serve três pessoas e custa R$ 85. "Durante a semana o público é formado por profissionais liberais, casais e executivos que usam o espaço para reuniões." Confiante no mercado, Laís vai transformar o restaurante em modelo de franquia, já que têm interessados no negócio. "O segmento está em ascensão. O rio-pretense aprendeu a exigir qualidade e quem faz diferente e bem feito tem espaço para trabalhar", disse.

 

Fonte: Diário Web