05/06/2014 - Corrente do bem

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Empresários se unem e fazem de uma feijoada um grande evento social, beneficiando aproximadamente mil pessoas

 

Dizem que o prazer de fazer o bem é maior do que recebê-lo. E foi isso que sentiram os empresários Carlos Eduardo Mendes de Oliveira e Elson Ramos de Figueiredo, donos do Bar Ditado Popular, um dos mais badalados da cidade de Cuiabá (MT), ao toparem participar de um projeto social.

Tudo começou quando decidiram realizar, no ano passado, uma grande feijoada, e convidaram a designer Anna Cruz, a Carola, para criar a identidade visual do evento. A designer sugeriu, então, que os empresários transformassem a festa, que já seria bastante grande, em algo ainda maior, com cunho social, e apresentou a eles o projeto Dom Fulô Feijoada Social.

O intuito era realizar, paralelamente ao evento do Ditado Popular, uma segunda feijoada em uma comunidade carente de Cuiabá. A ideia foi logo abraçada por Carlos e Elson, que toparam a empreitada e foram, ao lado de Carola, em busca de apoiadores que pudessem contribuir com qualquer item para a feijoada: desde os miúdos de porco e linguiça, até o próprio feijão.

 

Como funcionou

A cada ingresso vendido para a Dom Fulô Feijoada Social, no Ditado Popular, um prato de feijoada seria doado para a comunidade do Parque Geórgia, bairro carente de Cuiabá que foi escolhido para receber a ação.

Para viabilizar o evento, os organizadores foram em busca de apoiadores. “Buscamos os parceiros, conseguimos a doação de toda a carne, o Mercado Modelo deu o feijão e o time Luverdense Esporte Clube doou as camisetas”, lembra Carlos.

Ao final, quase 600 ingressos foram vendidos para a Feijada Dom Fulô, no Ditado Popular. Porém, a doação no Parque Geórgia foi de cerca de mil pratos, beneficiando um número muito maior de pessoas do que o prometido.

As duas feijoadas foram realizadas de forma simultânea e demandaram grande aparato para divulgar, preparar, transportar e servir o público presente nos dois lugares. Para dar conta de todos os preparativos foram contratados cozinheiros, que começaram a fazer toda a feijoada três dias antes do evento. “Na semana anterior à feijoada colocamos faixas por toda a comunidade, avisando sobre o evento, que aconteceu no centro comunitário, onde montamos toda a estrutura para a distribuição”, explica Carlos.

A feijoada foi entregue aos moradores do Parque Geórgia em marmitex, de forma livre. Qualquer pessoa que fosse moradora do bairro poderia buscar a sua. A ação foi um grande sucesso. “Não esperávamos que fossem mil pessoas. Assuntamos e, ao mesmo tempo, ficamos felizes ao ver que conseguimos alcançar a nossa meta. A feijoada deu na medida”, destaca.

Ainda segundo Carlos, por uma questão pessoal, já tinha essa preocupação, em ajudar o próximo. Como empresário, ele acredita ter papel fundamental na sociedade em que está inserido. Além de contribuir gerando empregos, tem a consciência que pode, sim, retribuir de outras formas. “Ver a felicidade das pessoas ao receberem a feijoada foi algo contagiante. Algo que parece tão pequeno para nós e que vale tanto para outros”, avalia.

 

Novos projetos

O evento foi tão bem sucedido que Carola, a idealizadora, e os sócios do Ditado Popular já planejam realizar outro evento de cunho social: o “Ditado Hot”. A festa já tem até slogan “O Chope é gelado, mas a causa é quente”.

A ideia, de acordo com Carlos, é realizar o evento nos moldes do Mc Dia Feliz, do Mc Donald’s, revertendo todo o valor arrecadado durante um dia, com a venda de chope, para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), de Cuiabá. “Já estamos em contato com a Ambev e esperamos uma resposta de apoio para o evento.” No entanto, Carlos afirma que, mesmo que o pedido seja negado, deve promover o Ditado Hot.

A Dom Fulô Feijoada Social, também deve acontecer mais uma vez este ano, após a Copa do Mundo, beneficiando outra comunidade carente do município.

 

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida nº8 *Matéria na íntegra disponível na versão impressa