26/05/2014 - Mão de obra para a Copa terá custo de R$ 325mi a bares e restaurantes

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

No setor, cerca de 65 mil vagas devem ser geradas só no estado de São Paulo, sendo 60 mil na área de atendimento. As outras 5 mil serão para os serviços divididos entre cozinha e copa. O custo médio para atender ao volume adicional devido ao período da competição mundial de futebol geralmente envolve investimentos da ordem de R$ 2,5 mil, para cada novo colaborador.

A demanda por colaboradores extras por conta do aumento de alguns setores em decorrência da Copa do Mundo envolve cifras surpreendentes. Só entre bares e restaurantes, o gasto com os temporários entre junho e julho deve ser na ordem de R$ 325 milhões. Com um milhão de estabelecimentos no País, o setor de restaurantes e bares terá reforço no staff, além das empresas de hospedagem. Apesar disso, a contratação de temporários é uma questão delicada e o governo federal analisa mudanças no sentido de flexibilizar a folha de pagamento das empresas que têm de contar com mão de obra extra.

Ao DCI, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior, comentou que em termos de contratação, só o estado de São Paulo deverá gerar cerca de 65 mil vagas, sendo 60 mil delas para aárea de atendimento. As outras 5 mil serão para os serviços de copa e de cozinha. “As vagas temporárias deverão começar a ser preenchidas a partir do começo de junho, até o final da Copa. O custo médio dos profissionais envolve investimentos da ordem de R$ 2,5 mil cada”.

Conforme o secretário municipal para Assuntos de Turismo e presidente da São PauloTurismo (SPTuris), a notícia vai ao encontro das expectativas por conta da demanda que surgirá na cidade. “O Ministério do Turismo divulgou que somente São Paulo deve receber 390 mil turistas para a Copa, entre brasileiros e estrangeiros”. Apesar disso, o presidente da Abrasel faz um alerta: por conta da falta de clareza a respeito de contratos temporários, a previsão é de que as contratações para o Mundial deverão ser feitas de maneira informal. Solmucci Jr. lembrou, contudo, que a presidente Dilma Rousseff assinou em 15 de maio um termo de compromisso em favor de empregos que respeitem os direitos do trabalhador, principalmente do setor de Turismo e Hospitalidade, durante o campeonato. “O governo estuda fazer mudanças nas regras trabalhistas, que poderão permitir contratações com carga horária flexível e isso é importante”.

A perspectiva de que as empresas de vários setores tenham amparo nesse sentido deve ser recebida com entusiasmo pelo mercado, já que muitos negócios recorrem à mão de obra extra em períodos que precisam de reforço no atendimento: vésperas de alguns feriados, férias escolares, Natal, Dia das Mães, além da proximidades de grandes eventos, como Fórmula 1, Salão do Automóvel, Fashion Week e outros.

Fonte: DCI *Para ler a matéria na integra acesse o site do DCI