20/05/2014 - Pagamentos unem Ambev e Santander

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Santander e Ambev fecharam um acordo que promete estimular a operação de captura de cartões no varejo do banco. Juntos, criaram um sistema para permitir que estabelecimentos que recebem produtos da Ambev façam o pagamento à fabricante de bebidas na mesma máquina usada para aceitar cartões, sem pagar nada a mais por isso. A ferramenta, batizada de Santander Pague Direto, começou a ser oferecida aos clientes de dez centros de distribuição em São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.

Não se tem notícia de algo semelhante e de tal porte no mercado brasileiro. A Ambev tem cerca de 1 milhão de estabelecimentos clientes, de todos os tamanhos, espalhados pelo país. A novidade afetará os pequenos e médios clientes, justamente aqueles que atualmente pagam suas compras em dinheiro ou cheque. A fabricante de bebidas não divulga quantos são eles e nem o volume financeiro movimentado anualmente.

A partir da implementação do projeto, quando chegar a entrega, bastará que o cliente selecione, no menu da própria maquininha, a nota da encomenda e assim transferir o pagamento de sua conta bancária para a da Ambev. Não será usado um cartão. No lugar de o motorista do caminhão que fez a entrega sair com o dinheiro, ele receberá um comprovante impresso na hora. Um SMS será enviado ao dono do negócio para confirmar a transação.

O volume transacionado não será contabilizado como compras com cartão, para efeito de rankings. O pulo do gato para o Santander é poder distribuir a suas maquininhas para os clientes da Ambev e, com isso, aos poucos convencer esses lojistas a usá-las também para receber pagamentos com cartões. Para efeito de comparação, a líder do mercado de credenciamento de cartões, a Cielo, atende hoje 1,4 milhão de estabelecimentos ativos com suas máquinas.

Fisgar novos lojistas é um desafio fundamental para que a operação de captura de cartões no varejo do Santander ganhe espaço. No primeiro trimestre, o banco espanhol capturou R$ 12,5 bilhões em transações com cartões, o equivalente a 5,8% do mercado. Como o banco ainda está começando a avançar em grandes varejistas, esse volume veio basicamente de estabelecimentos menores. A participação do Santander ainda está longe da posição das líderes Cielo (de Banco do Brasil e Bradesco) e Rede (a antiga Redecard, do Itaú Unibanco).

Para a Ambev, a ferramenta promete reduzir as monumentais despesas envolvidas na logística de todo o dinheiro vivo movimentado atualmente. São despesas que vão desde a instalação de dispositivos de segurança nos caminhões até a operação de transporte que precisa ser montada para levar o dinheiro do centro de distribuição da Ambev para um banco. "Esperamos uma redução entre 10% a 15% no custo da operação logística de transporte de dinheiro no médio prazo", acrescenta Patricia Espinelli. Nelson Jamel, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Ambev, cita ainda que, com o Pague Direto, a expectativa é "ter uma economia significativa na nossa operação logística de transporte de dinheiro".

 

Fonte: Valor Econômico *Leia a matéria na íntegra no site do Valor