14/05/2014 - Belo Horizonte faz ajustes para receber turistas na Copa

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Enquanto turistas apontam falhas na sinalização e falta de informações para quem visita Belo Horizonte, setores de turismo e de serviço acertam detalhes para a Copa do Mundo

 

A bola vai rolar no gramado, e os torcedores já entraram na contagem regressiva. A um mês da Copa do Mundo, Belo Horizonte ainda faz ajustes para receber visitantes brasileiros e estrangeiros. No olhar dos turistas, os desafios ainda são muitos e vão de sinalização inadequada ou inexistente à falta de informação. Mas para passar boa impressão e melhorar a estrutura atual, setores de turismo e serviços investem em iniciativas para atrair os fãs do futebol e garantir a comunicação com quem fala outra língua.

As principais reclamações de quem hoje visita a capital mineira, segundo a gerente de receptivo da Pampulha Turismo, Andreza Ribeiro, são a sinalização confusa, a ausência de serviços de informações sobre as atrações turísticas e a falta de segurança para se deslocar a pé ou de ônibus. Ela relata que turistas preferem contratar vans ou táxis para percorrer os pontos mais procurados da cidade: a Pampulha; o Mercado Central; a Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena; as praças da Liberdade e do Papa, os bares da Savassi e os restaurantes do Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de BH.

“A principal demanda é o circuito de Oscar Niemeyer, na Pampulha. Os turistas querem ver o paisagismo e as obras, mas é um local que tem dificuldade de sinalização”, afirma Andreza. Outra questão delicada, segundo ela, é a sensação de insegurança que os visitantes têm: “Eles não se sentem seguros de ir de um atrativo para outro a pé, porque aqui não é como o Rio de Janeiro, que você anda pela orla e vê um policial parado a cada esquina”.

Estudante colombiano, Carlos Madrid, de 25 anos, está em BH desde março para um intercâmbio social e ficará até o Mundial para ver de perto a seleção de seu país. Semana passada, ele, a namorada, uma amiga colombiana e outra colega italiana passearam pela Pampulha. Para o jovem, informação é a peça-chave do problema em BH.

“O turista pode encontrar muitas coisas aqui, mas faltam informações. Recebemos um guia turístico da cidade sem muitos itens e apenas com um mapa do perímetro da Avenida do Contorno. Se precisar ir a qualquer outro lugar, não há referência”, diz. “As ruas são todas sem placa e as pessoas não sabem o nome delas, o que complica bastante”, afirma. Carlos, natural da cidade de Medelín, referência em transporte público, considera ainda que o sistema de BH precisa melhorar. E alerta para os preços dos táxis e da hospedagem durante o Mundial.

 

APOIO

 

Se nas ruas a sinalização e as informações são pontos questionados, em alguns locais de visitação turística a preocupação é não dar margem a esses problemas. Até o dia 30, serão instalados, nos corredores do Mercado Central, 15 totens de apoio aos visitantes brasileiros e estrangeiros. Os tablets em grande escala terão três aplicativos: o mapa do mercado, de BH e os pontos turísticos. Pessoas de outras nacionalidades terão comunicação garantida, pois o equipamento também tem função de tradutor.

Basta clicar numa das bandeiras, escolher o idioma e teclar o que se quer saber. Do lado dos lojistas, idem: responder em português e pedir a tradução para o idioma do cliente. “Além de atender o turista, vamos auxiliá-lo a conhecer a cidade”, afirma o superintendente do mercado, Luiz Carlos Braga. Também até o fim do mês, a entrada da Avenida Augusto de Lima receberá as bandeiras dos 32 países participantes da Copa.

Do lado de bares e restaurantes, o presidente da associação brasileira que representa o setor (Abrasel), Fernando Júnior, afirma que as providências já foram tomadas. Ele destaca que os festivais gastronômicos e aqueles envolvendo os bares da capital contribuem para a elaboração de pratos novos e reforçam o peso das comidas tradicionais do estado. Cardápios traduzidos para outras línguas e o aprendizado de palavras-chave para entender o que o freguês estrangeiro pede foram os principais investimentos no setor, responsável por 50% da mão de obra e 40% do produto interno bruto (PIB) que gira no setor de turismo. “Todos os turistas estão dentro dos nossos estabelecimentos, seja o estrangeiro ou o parente do interior. Não temos atração turística em termos de local, mas de sabores e sensações”, ressalta.

 

Fonte: Estado de Minas *Para ler a matéria na íntegra acesse o site do EM