14/05/2014 - Empresários dos setores de comércio e serviços de Pernambuco estão receosos com a Copa do Mundo

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No setor de hotelaria, ocupação dos equipamentos está abaixo da expectativa

Os empresários do turismo e do comércio em Pernambuco vivem expectativa semelhante a dos jogadores de futebol, enquanto a partida não começa. Esperam entrar em campo e ver a bola rolar para sentir o clima do jogo e avaliar as chances de vitória. A Copa 2014 está longe de provocar euforia. Os empreendedores investiram e se prepararam para o evento, mas estão na base do “ver para crer”. Faltando um mês para o início do Mundial, os hotéis estão com ocupação abaixo da expectativa, cursos de qualificação não foram concluídos e o comércio teme os feriados.

Em visita ao Recife na semana passada, o ministro Turismo Vinicuis Lages disse que a taxa de ocupação da rede hoteleira da capital pernambucana para a Copa estava em 72%. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE) diz que é baixa em relação a um mês de junho tradicional, quando fica entre 75% e 80%. “A hotelaria sai mais prejudicada do que beneficiada com a Copa, porque 80% do nosso negócio depende do turismo corporativo e durante um Mundial de Futebol ninguém faz convenção”, observa o presidente da ABIH, Eduardo Costa Cavalcanti.

O empresário também reclama do “monopólio” da Fifa sobre as hospedagens. “A empresa Match Point (operadora da Fifa responsável pela venda de ingressos, passagens, hospedagem e traslado) fechou contrato de 12 mil leitos com a rede hoteleira, mas cancelou 40% (4,8 mil). Isso obrigou os empresários a correr atrás de preencher essa perda. Agora, às vésperas da Copa, a operadora voltou a solicitar leitos, mas não sabemos se será suficiente para ter uma ocupação melhor”, pondera, destacando que São Paulo ainda tem 40% de vacância, Recife 30%, Fortaleza 22% e Rio 8%.

No setor de bares e restaurantes, os empresários também aguardam o início da Copa antes de fazer previsões otimistas. “Estamos nos preparando há 2 anos, treinado nossos profissionais para receber os visitantes, fazendo capacitação em idiomas e reformulando os cardápios. Não sou pessimista, mas é preciso olhar com realidade para esse momento. Tomara que com o início dos jogos essa minha impressão mude”, observa o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel), Núncio Natrielli.

Vizinho da Arena Pernambuco, em, São Lourenço da Mata, o restaurante Bode do Mundinho faz suas apostas. “Contratamos mais 15 garçons, dois barman, dois ajudantes de cozinha e um cozinheiro, além de seis atendentes bilíngues”, conta a empresária Maria Olindina de Lima, esposa de Edmundo de Lima (o Mundinho). Com isso, o estabelecimento que emprega 25 pessoas vai dobrar o número de colaboradores. Hoje, a casa tem capacidade para receber 300 pessoas. Na Copa, o estacionamento do restaurante vai virar um segundo salão com mais 100 lugares e serão instalados toldos para improvisar mais 200 lugares. Com as mudanças, a previsão é turbinar o faturamento em 80%.

No comércio, os empresários esperam manter as portas abertas nos jogos da Arena e fechar uma hora antes e abrir uma hora depois nos dias de jogos do Brasil. “Com mais gente na cidade o faturamento do comércio cresce. Só não dá pra parar uma atividade por conta da Copa”, diz o presidente da CDL, Eduardo Catão, com receio dos feriados.

 

Fonte: Jornal do Commércio *Para ler a matéria na íntegra acesse o site do Jornal