ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BARES E RESTAURANTES (ABRASEL)

Quem é o setor de bares e restaurantes/alimentação fora do lar

 

  • Conta com cerca de 1 milhão de estabelecimentos, que tem à frente dois milhões de micro e pequenos empreendedores;
  • Grande maioria é familiar;
  • Emprega diretamente 6 milhões de brasileiros;
  • O que significa que 1 em cada 12 brasileiros (levando em conta a população economicamente ativa) trabalha em um bar, restaurante, lanchonete e afins;
  • Isso represente cerca de 8% dos empregados do Brasil;
  • Representa 2,7% do PIB nacional;
  • É o setor que mais promove ascensão socioeconômica;
  • É a única atividade econômica que está presente em todos os municípios, distritos, vilarejos do país; bancos e até mesmo igrejas não têm tanta capilaridade;
  • 1/3 de tudo que o brasileiro gasta com alimentação é no setor (POF, IBGE, 2009);
  • Porta de entrada para o mercado de trabalho/1º emprego;
  • Sala de estar da população – principalmente para as classes de baixa renda. É no setor de alimentação fora do lar (bares, restaurantes e lanchonetes) onde as pessoas reúnem os amigos e confraternizam;
  • É onde o brasileiro curte também suas duas grandes paixões (segundo pesquisa Ibope): futebol e cerveja;
  • A venda de bebidas (refrigerante, água, cerveja e suco) representa entre 40 e 60% de seu faturamento.

 

 

Impacto do reajuste de impostos sobre as bebidas frias para o setor de bares e restaurantes

 

  • Apesar de estar tão presente na vida do brasileiro, setor de alimentação fora de casa parece invisível aos olhos do poder público;
  • Setor já vinha de um ano ruim. 2013 foi marcado por uma queda sem precedentes no volume de bebidas frias, ou seja, de vendas no setor de bares de restaurantes. O principal motivo do recuo foi justamente o aumento da carga tributária imposto ao setor de bebidas frias em outubro de 2012. Nesta ocasião os reajustes foram da ordem de 13% para cervejas e 26% para refrigerantes;
  • O setor já vem sob alta pressão de custos nos últimos anos. O que tem forçado aumentos de preços quase duas vezes acima da inflação e isso tem afugentado o consumidor, 63% desses afirmam que estão reduzindo a freqüência em bares e restaurantes, de acordo com pesquisa da Nilsen;
  • E agora, o aumento de impostos, que no caso da cerveja representa em média 30%, vem como uma pá de cal. Em menos de 30 dias depois do último reajuste nesse mesmo segmento;
  • Esse aumento de impostos resultará em um acréscimo de X na inflação, que já está em vias de ultrapassar a meta estabelecida pelo governo e assombra cada dias mais o bolso do brasileiro;
  • Esse continuo aumento de impostos, tem feito o volume de bebidas frias migrar dos pequenos e médios estabelecimentos para as grandes redes de varejo, que têm capacidade de diluir o impacto na margem de tantos outros produtos que comercializa. Ou seja, é uma espécie de transferência de renda do pequeno setor para o grande;
  • O setor teme ser alçado a condição de vilão durante a Copa e também o desemprego e fechamento de estabelecimentos após o fim do evento;
  • Se a ideia do governo ao aumentar os impostos sobre a cerveja e o refrigerante era tirar de grandes empresas para ajudar os pequenos, a medida acertou em cheio o setor dos bares e restaurantes;
  • Setor não conseguirá absorver mais um reajuste das bebidas frias e quem pagará a conta novamente será o micro e pequeno empreendedor dono do bar, restaurante e afins;
  • Bares e restaurantes são o símbolo da democratização da festa da Copa; é onde a comemoração estaria acessível para todos. Reajuste vem no momento em que o setor estava se preparando para receber os brasileiros que não conseguiram comprar ingresso para a Copa. É onde a comemoração estaria acessível para todos;
  • Ao menos tempo que o governo se diz aberto ao diálogo com os setores produtivos, toma uma decisão relevante como essa, que impactará sobremaneira um setor que emprega 8% da população, sem conversar antes com a categoria.