07/05/2014 - Copa ainda não trouxe lucros para 82% dos empresários

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Em Minas, empreendedores apostam que movimento de vendas comece no fim de maio

 

Os empresários ainda não lucraram com a Copa do Mundo, que tem abertura em 12 junho, e muito menos com os Jogos Olímpicos de 2016, segundo uma enquete realizada pela EY Auditoria. Para 82% dos entrevistados, o evento ainda não impactou em suas receitas. A multinacional de auditoria e consultoria questionou cerca de 400 empreendedores e executivos brasileiros, durante a cerimônia de premiação Empreendedor do Ano 2014, realizada em abril. Segundo a enquete, 49% deles não sentiram influência dos megaeventos nos negócios, enquanto 33% esperam por impactos futuros. Conforme o levantamento, apenas 18% dos entrevistados já percebem efeitos positivos.

Em Minas Gerais, embora o dinheiro ainda não tenha entrado em caixa, empresários e representantes de entidades afirmam que estão otimistas com a Copa. “Para o segmento food service, a perspectiva é de aumento nas vendas na casa dos 30% na comparação com um período normal. Nas vendas gerais, a alta deve ficar em torno de 15%”, diz o diretor comercial da Forno de Minas, Vicente Camiloti.

Para ele, o consumo dos produtos fabricados pela empresa deve crescer durante o período da Copa por várias razões. “Quem assiste ao jogo em casa com os amigos sempre serve um aperitivo. O segmento de food service, que é alimentação fora do lar, vai contar com o apoio dos turistas. As vendas nas cafeterias, hotéis, lanchonetes e aeroportos vão crescer bem mais que o varejo tradicional”, analisa o diretor comercial.

Camiloti aposta que os pedidos devem crescer de forma mais expressiva no fim de maio. Ele frisa que os grandes eventos têm ajudado a empresa, que tem como carro-chefe o pão de queijo, a vender mais. “No Carnaval, no Rio, tivemos uma venda expressiva. O mesmo aconteceu durante a Jornada Internacional da Juventude”, diz.

Bares. No Redentor Savassi, na região centro-sul de Belo Horizonte, a perspectiva é de aumento na demanda com a Copa, segundo o sócio do estabelecimento Daniel Rezende Ribeiro. “Já temos cardápio bilíngue, o que facilita muito”, frisa.

 

Setores dependem de turistas

O bom desempenho da seleção brasileira durante a Copa pode ajudar vários setores a venderem mais, segundo o presidente da Associação Comercial de Minas (ACMinas), Roberto Fagundes. Ele ressalta que, até o momento, os empresários de Belo Horizonte, ainda não sentiram os impactos positivos da Copa. “Só sentimos o prejuízo com as obras”, observa.

Para ele, os benefícios ainda não chegaram em razão do perfil de negócios de muitas áreas, que precisam dos turistas para se movimentar, como é o caso de hotéis, bares e restaurantes. “Agora, a interrogação que temos será com relação às manifestações, que poderão atrapalhar”, diz.

 

Fonte: Jornal O Tempo