07/05/2014 - Bares e restaurantes de Curitiba recebem boa avaliação para a Copa

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Segundo a Anvisa, 52% têm atendem a critérios higiênicos-sanitários. Selo de qualidade será afixado nos locais de cidades-sede do Mundial.

 

Um levantamento realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostrou que 52% dos bares, restaurantes e lanchonetes de Curitiba têm boa avaliação em aspectos higiênicos-sanitários. A estrutura dos locais servirá de base para um selo qualidade que será afixado nos estabelecimentos durante a Copa do Mundo deste ano. Os dados foram divulgados na sexta-feira (2) e também mostram, por outro lado, que o percentual de estabelecimentos na cidade que receberam a melhor nota está abaixo da média nacional. Enquanto 20% dos locais vistoriados do Brasil receberam o melhor conceito, na capital paranaense a proporção cai para 7%. Foram analisados locais de onze cidades-sede e de mais 13 municípios que aderiram ao projeto. Em Curitiba os avaliadores visitaram 171 espaços.

Estas informações pertencem ao primeiro ciclo da Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação da pesquisa da Anvisa que, além de identificar a situação geral das cidades que receberão os jogos do Mundial, também dá orientação para os bares, restaurantes e lanchonetes do que precisa ser mudado. São três faixas de classificação. A primeira (A) é dada aquele estabelecimento que cumpre rigorosamente a legislação, itens classificatórios e possui falhas pequenas. O conceito B está atrelado ao local que comete mais falha do que o estabelecimento pertencente ao primeiro grupo, porém, são falhas de baixo ou médio impacto. Em seguida, a classificação C é atribuída à unidade que possui mais falhas, entretanto, ainda em um patamar aceitável do ponto de vista sanitário. E, por fim, a pior classificação, denominada Pendente, é dada ao local onde a estrutura é considerada inaceitável.

Estão inseridos nesta última faixa 13% dos bares, restaurantes e lanchonetes de Curitiba. Os 52% bem avaliados receberam o conceito B. Outros 28% receberam a nota C e 7%, com a nota A, podem ser considerados excelentes.

A avaliação se estendeu até os estabelecimentos que ficam dentro do Aeroporto Internacional Afonso Pena, que fica em são José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram visitados 13 locais – todos receberam o conceito A.

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR) calcula um aumento na movimentação financeira de R$ 240 milhões durante o período de maio a julho. A maior movimentação de turistas deve ocorrer principalmente em cidades do litoral, Foz do Iguaçu, no oeste do estado, e na capital. E todos os estabelecimentos têm a chance de melhorar a estrutura avaliada e conseguir um conceito melhor até o Mundial. Haverá um segundo ciclo de visitas que verificará se as orientações passadas foram implantadas. A partir deste momento, serão fixados os cartazes com as notas definitivas. Isso deve ocorrer até o fim do mês de maio.

Durante a divulgação dos dados, o diretor de Gestão Institucional da Anvisa, Ivo Bucarescky, afirmou que nem sempre um local luxuosos ou mais caro tem a situação sanitária mais adequada. Por isso, faz com que a real condição do local seja mais transparente para os consumidores.

O presidente da Associação de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar), Fabio Aguayo, em contrapartida, considera que a pesquisa não retrata a realidade dos estabelecimentos de Curitiba. Ele destaca que são 12 mil na cidade e apenas 171 aceitaram participar do projeto.

Os locais vistoriados acataram ao projeto voluntariamente, de acordo com Aguayo. Ele afirma que a adesão não foi maior porque muito proprietários se sentiram inseguros a participar por considerarem que os critérios não são adequados. “Nós não concordamos e recomendamos aos proprietários a não participar”, disse Aguayo.

 

A pesquisa

A Anvisa não considera o cenário nacional de qualidade higiênica-sanitária negativo. Segundo os responsáveis pela pesquisa, o resultado está dentro do esperado. Ao todo são 2.172 estabelecimentos em 24 cidades e 11 aeroportos que aderiram ao projeto. Nas cidades Sede da Copa, o número de estabelecimentos varia de 75 a 282. Todos os estabelecimentos foram escolhidos pela Vigilância Sanitária local de acordo com o perfil da cidade. Das cidades da Copa, apenas o município de Salvador não aderiu. O aeroporto de Manaus também não entrou no projeto em virtude das obras pelo qual vem passando.

Para os estabelecimentos Pendentes, as vigilâncias sanitárias de cada localidade adotaram as medidas necessárias para cada caso. Nas situações críticas para a saúde, os estabelecimentos foram fechados. Em outras situações os problemas foram corrigidos e os estabelecimentos continuaram funcionando, mas sem receber nota.

 

Veja os resultados das demais cidades-sede

 

- Porto Alegre (RS)

Categoria A: 3,90%

Categoria B: 26%

Categoria C: 37,6%

Pendente: 32,5%

 

Aeroporto Salgado Filho

Categoria A: 5,56%

Categoria B: 88,89%

Categoria C: 5,56%

Pendente: 0%

 

- Curitiba (PR)

Categoria A: 7%

Categoria B: 52%

Categoria C: 28%

Pendente: 13%

 

Aeroporto Afonso Pena

Categoria A: 100%

Categoria B: 0%

Categoria C: 0%

Pendente: 0%

 

- Rio de Janeiro (RJ)

Categoria A: 20,20%

Categoria B: 39,10%

Categoria C: 23,70%

Pendente: 17%

 

Aeroporto do Galeão

Categoria A: 4,76%

Categoria B: 66,67%

Categoria C: 28,57%

Pendente: 0%

 

- Belo Horizonte (MG)

Categoria A: 8,20%

Categoria B: 44,30%

Categoria C: 34,40%

Pendente: 19,40%

 

Aeroporto Confins

Categoria A: 100%

*Como o aeroporto de Confins está em reforma, apenas uma loja foi categorizada.

 

- São Paulo (SP)

Categoria A: 39%

Categoria B: 54,60%

Categoria C: 6,40%

Pendente: 0,90%

 

Aeroporto de Guarulhos

Categoria A: 79,07%

Categoria B: 18,60%

Categoria C: 2,33%

Pendente: 0%

 

- Brasília (DF)

Categoria A: 24,50%

Categoria B: 29,70%

Categoria C: 29,20%

Pendente: 16,50%

 

Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek

Categoria A: 52,63%

Categoria B: 31,58%

Categoria C: 10,53%

Pendente: 5,26%

 

- Cuiabá (MT)

Categoria A: 5,10%

Categoria B: 25,60%

Categoria C: 28,20%

Pendente: 41,10%

 

Aeroporto Marechal Rondon

Categoria A: 100%

Categoria B: 0%

Categoria C: 0%

Pendente: 0%

 

- Manaus (AM)

Categoria A: 3%

Categoria B: 41%

Categoria C: 34%

Pendente: 23%

 

*Aeroporto não foi avaliado porque está em reforma

 

- Recife (PE)

Categoria A: 2,60%

Categoria B: 29,70%

Categoria C: 40,60%

Pendente: 27,10%

 

Aeroporto Gilberto Freyre

Categoria A: 0%

Categoria B: 72,2%

Categoria C: 22,22%

Pendente: 5,56%

 

- Salvador

*A cidade não avaliou seus estabelecimentos alimentícios, apenas os do aeroporto

 

Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães

Categoria A: 26,32%

Categoria B: 52,63%

Categoria C: 10,53%

Pendente: 10,53%

 

- Fortaleza (CE)

Categoria A: 8%

Categoria B: 42,60%

Categoria C: 32%

Pendente: 17,30%

 

Aeroporto Pinto Martins

Categoria A: 76,92%

Categoria B: 15,38%

Categoria C: 7,69%

Pendente: 0%

 

- Natal (RN)

Categoria A: 11,53%

Categoria B: 39,20%

Categoria C: 24,61%

Pendente: 24,61%

 

Aeroporto Augusto Severo

Categoria A: 33,33%

Categoria B: 66,67%

Categoria C: 0%

Pendente: 0%

 

Fonte: G1 Paraná