05/05/2014 - Brasil tem 2 de 50 melhores restaurantes do mundo

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Noma, do chef René Redzepi, ganhou a medalha de ouro do ranking. Brasileiros D.O.M. e Maní ficaram em 7º e 36º respectivamente

 

São Paulo – Pela quarta vez, o restaurante dinamarquês Noma, do chef René Redzepi, é o melhor do mundo, de acordo com a revista Restaurant. A cerimônia de entrega do prêmio anual "The World's 50 Best Restaurants" aconteceu nesta segunda-feira, em Londres.

As medalhas de ouro anteriores foram conquistadas em 2010, 2011 e 2012. El Celler de Can Roca, que foi o 1º lugar de 2013, ficou em segundo, e o italiano Osteria Francescana figurou na terceira posição do ranking.

Entre os brasileiros, a melhor colocação foi para o D.O.M., de Alex Atala, que ficou em 7º, caindo uma colocação em relação a 2013.

Outro destaque tupiniquim foi o Maní, de Helena Rizzo, que conquistou o 36ª lugar. No ano passado, o estabelecimento havia ficado em 46º. Desde então, a reputação da chef gaúcha, radicada em São Paulo, cresceu consideravelmente, o que deu a ela o prêmio Veuve Clicquot, de melhor chef mulher do mundo em 2014.

A escalada do restaurante brasileiro foi grande, mas foi peruano Central que chamou mais atenção nesse ponto, já que subiu 35 posições de um ano para outro e, agora, está em 15º.

Além da lista dos melhores, o evento entregou o troféu "One to Watch", para o chef promissor do ano, ao americano Joshua Skenes, do Saison, na Califórnia.

Na categoria de melhor chef pâtissier, quem levou a melhor foi Jordi Roca, um dos responsáveis pelo cardápio do El Celler de Can Roca.

No quesito sustentabilidade, o principal foi o espanhol Azurmendi. Alex Atala também recebeu um prêmio individual, indicado pelos colegas ao redor do mundo, mas não compareceu à cerimônia e quem recebeu o troféu por ele foi o fotógrafo Sérgio Coimbra.

 

Como é feita a lista

Sem critérios rígidos para definir quais são os maiores destaques do planeta, a revista Restaurant conta com mais de 900 especialistas internacionais na boa mesa, que escolhem os lugares que ofereceram as melhores experiências gastronômicas dos últimos 18 meses.

Para organizar essas avaliações, a publicação divide o mundo em 26 regiões e cada uma delas tem 36 examinadores.

Os avaliadores, individualmente, dão sete votos, em ordem de preferência (pelo menos três deles devem ser de fora de sua região).

Essa liberdade de escolha, sem indicações ou inscrições, visa evitar pressões ou influências do mercado, que poderiam dificultar a descoberta de grandes restaurantes.

Por isso os organizadores afirmam que, se for realmente bom, qualquer um pode chegar ao topo do mundo.

 

Fonte: Revista Exame