28/04/2014 Bares e restaurantes têm prejuízo de até 100% durante greve de PMs na BA

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Balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Bares & Restaurantes. Entidade afirma que situação inviabiliza alguns negócios situados na capital.

 

Bares e restaurantes de Salvador tiveram redução de 80% a 100% no faturamento nos dois dias de greve da Polícia Militar da Bahia, que aconteceu entre os dias 15 e 17 de abril, segundo informações da Associação Brasileira de Bares & Restaurantes (Abrasel), divulgadas na última quinta-feira (24). Já estabelecimentos que atuam no setor comercial e empresarial, mais vinculado à atuação durante o almoço, tiveram de 50% a 70% de prejuízo.

Segundo a associação, o faturamento do mês de abril vai gerar um "prejuízo irreversível nas contas das empresas", inviabilizando alguns negócios. Segundo o presidente executivo, Luís Henrique do Amaral, a paralisação ocorreu em um momento em que os empresários têm expectativa elevada de faturamento, já que era período de pré-feriado.

"Era expectativa de um dos maiores faturamentos do ano, isso potencializa a perda. E, uma vez que encerrada a greve, a atividade não retoma em sua plenitude. A perda é de 10 a 15 dias [normais] de faturamento", diz.

O percentual é representativo para a maioria dos bares e restaurantes tradicionais, que ficam em bairros como Barra, Rio Vermelho, Pituba e Pelourinho, informa a Abrasel. De acordo com Amaral, a tentativa de manter estabelecimentos abertos para amenizar os prejuízos na greve gera um custo adicional, o que acaba agravando a situação.

"Além de não ter o faturamento esperado, tem custo de operação ainda maior do que num dia normal. Tem que transportar os funcionários, apelar para seguranças, parte para uma ambientação que não é da rotina. Perde o melhor momento e ainda gasta mais para manter aberto", explica.

A greve gerou prejuízo de R$ 2 milhões para a Cesta do Povo, supermercado mantido pelo Estado, que teve oito lojas destruídas com saques e, destas, três não vão mais reabrir.

 

Fonte: G1 Bahia