01/04/14 - Informalidade afeta 70% dos bares e restaurantes da PB, diz Abrasel

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Estado tem 5,5 mil estabelecimentos deste tipo funcionando. Abrasel diz que parte delas não tem registro formal nem licença ambiental.

Em torno de 70% dos 5.500 bares e restaurantes em funcionamento na Paraíba são irregulares, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes da Paraíba (Abrasel-PB), Marcos Mozinni. Além de não terem o registro formal que garante o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), esses estabelecimentos não têm licença sanitária para funcionarem, de acordo com o orgão.

Na quarta-feira (26), um ex-piloto da Avianca disse ter sido mal atendido em um bar de João Pessoa em uma postagem nas redes sociais, em que disse que o Nordeste tinha um “padrão porco e nojento” no atendimento ao público.

A repercussão da postagem fez com que o o presidente da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes da Paraíba (Abrasel-PB), Marcos Mozinni declarasse no sábado (29) que “além do preconceito, ele devia estar com algum outro problema”.

Apesar de defender que a "gastronomia da Paraíba está no mesmo patamar de qualquer outra cidade do país", Marcos avaliou que o número de pouco mais de 200 bares e restaurantes associados a Abrasel faz com que eles enfrentem uma disputa desigual. “Enfrentamos um patamar de competitividade desigual porque a maioria não está assinando carteira, nem pagando impostos e cobra preços baixos aos clientes”, afirmou.

Mão de obra escassa e queixas sobre serviços

Somada à concorrência informal, os donos de bares e restaurantes têm encontrado dificuldade em absorver mão-de-obra qualificada, segundo o presidente da Abrasel. O resultado é que muitos estão contratando pessoas que não dispõem de formação compatível com as exigências do mercado. “Com as atenções voltadas para o ramo da construção civil, o segmento de bares e restaurantes tem sentido dificuldade em encontrar profissionais qualificados e acaba contratando pessoas que não estão preparadas”, frisou.

A dificuldade apontada pela Abrasel foi verificada pela Fecomércio em uma pesquisa realizada especificamente com turistas que visitaram João Pessoa durante o mês de janeiro. Os piores percentuais citados pelos visitantes durante a pesquisa foram a falta de qualidade dos garçons, com 22,63%, seguido pela falta de campanhas educativas para que as pessoas não joguem lixo nas areias na praia e no chão, com 18,54%. Sinal fraco das empresas de telefonia chegaram a 14,27% e os 17,86% afirmaram não terem encontrado pontos negativos na Região Metropolitana de João Pessoa.

Fonte: G1