26/03/14 - Setor de alimentação projeta alta de até 30% nas contratações no Amazonas até a Copa

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Setor de serviços apresentou melhor desempenho no Caged

O setor de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro de 2013, com um crescimento de 458 vagas de trabalho, saldo entre admitidos e demitidos. Ao contrário da indústria, do comércio e da construção civil, o setor foi o único entre os quatro mais relevantes a ter uma variação positiva em relação a fevereiro de 2013. As contratações para a Copa do Mundo estão entre os fatores que favorecem o setor.

Segundo explica o vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM), Márcio Freitas do Valle, esse crescimento é comum para o segmento nessa época do ano, pois os setores disputam os profissionais com o Distrito Industrial. “Estamos sempre precisando de mão de obra. Por isso, quando o distrito demite, nós contratamos. Ficamos sempre nesse perde e ganha. Isso ocorre porque é a mesma mão de obra, com baixa qualificação. Nessa época, ela esfria, pois começam a liberar quem foi contratado na alta temporada, então aquece para nós”, explica.

Apesar do crescimento ser comum nessa época do ano, Márcio Valle reconhece que as contratações para a Copa já começaram. “O treinamento não pode ocorrer só um mês antes da Copa. Começamos a seleção antes porque sabemos que não ficaremos com todos. Já capacitamos mais de 3 mil pessoas desde que Manaus foi anunciada (como sede)”, comenta.

Segundo o empresário, a necessidade de mão de obra qualificada sempre foi sentida pelo segmento, por isso a intenção é de que a mão de obra contratada e qualificada para trabalhar durante o evento não seja dispensada após a disputa do mundial. “Estamos sempre precisando de mão de obra qualificada. Aqui na Abrasel estamos passando por um apagão de mão de obra qualificada. Portanto, há a intenção de qualificar e manter esses profissionais com a gente, para que não voltem ao Distrito”, conta.

 

Setor de alimentação

Segundo os dados do Caged os subsetores de serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação estão entre os que mais contrataram em fevereiro com um saldo positivo de 247 contratações e um crescimento, representando mais de 50% do saldo positivo do setor de serviços. Segundo a Abrasel, a previsão é de que no subsetor de alimentação ainda haja um crescimento de 30% nas contratações até a Copa. “Só na parte de garçom, esperamos contratar mais umas 300 pessoas. Temos um deficit constante de 5% a 10% da mão de obra, de vagas que ficam abertas”, conta Mário Valle.

O empresário, que é dono do restaurante Tambaqui de Banda, conta que somente sua empresa deve contratar mais 50 funcionários até o período do mundial. Valle explica que os funcionários vão trabalhar em um novo estabelecimento que será aberto no Teatro Amazonas e ainda em torno de mais 20 vagas temporárias que serão abertas durante o mundial para um estabelecimento que funcionará dentro da Arena da Amazônia.

 

Hotelaria abaixo do esperado

Se a expectativa é de mais crescimento para o setor de alimentação, ela não se repete na hotelaria. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de H otéis do Amazonas (ABIH), Roberto Bulbol, o segmento deve permanecer estável até a Copa do Mundo. “Q uem tinha que contratar já contratou. Deve haver um pequeno aumento na proximidade do mundial, mas não será nada significativo, será um percentual bem baixo. O crescimento que tinha que ocorrer ocorreu em fevereiro”, comenta.

Bulbol conta que o setor vive um momento “fraco”, abaixo do que era esperado para o ano. “A expectativa é que já tivesse gente viajando para Manaus, antes da Copa as pessoas já viajam pelo país, como acontece em outros Estados e países. Por enquanto está muito devagar, muito parado. Já era para estátudo movimentado e agitado”, lamenta.

A principal justificativa seria as dificuldades logísticas e geográficas do Amazonas em relação aos demais Estados. “Temos muitas dificuldades no Amazonas, como as estradas, por exemplo. Só se chega de avião e é caro. Então temos dificuldades, mas acreditamos que nos últimos 30 dias ou 20 dias antes de começar possa ocorrer o crescimento”, conclui.

 

Fonte: Portal Amazônia