25/03/14 - Federação limita uso de expressões em publicidades

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As regras e limitações impostas pela Fifa não atingem apenas os pontos comerciais e residências localizadas no perímetro das ARCs. Devido ao cadastro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Federação é detentora de marcas nominativas que não podem ser utilizadas por qualquer empresa sem a prévia autorização da entidade. Expressões como “FIFA World Cup”, “Copa do Mundo”, “Mundial 2014” e até mesmo a palavra “Fuleco” são de uso exclusivo da Fifa e das empresas patrocinadoras.

Com a restrição, empresários terão que se adequar e estão proibidos de elaborar material publicitário que contenham as expressões citadas. Fica, assim, inviabilizado a confecção das tabelas da Copa, comumente distribuídas no período de véspera do evento esportivo em outras edições.

De acordo com números apresentados pelos representantes da Fifa, a exclusividade de utilização de expressões e produtos referentes à Copa ainda não é obedecida no país. Rosenfeld informou que, nos últimos anos, a Federação registrou cerca de 500 infrações referentes ao uso irregular das marcas nominativas e objetos falsificados. “Recebemos denúncias dos próprios patrocinadores sobre o uso inadequado das expressões”, disse.

Com relação às apreensões de produtos, a Fifa informou que, no porto de Santos-SP, foi apreendido uma carga com 200 bonecos “Fuleco” falsificados. Em Manaus-AM, houve apreensão de 48 mil bolas com a marca da Copa. Para evitar problemas como esse em Natal, a advogada da Fifa, Ana Claudia Melo, esteve, na manhã de ontem, reunida com representantes da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Docas) e Receita Federal. “Fui apresentar nosso plano de segurança e ação para essas situações”, contou.

A prevenção da Fifa é baseada em números expressivos. Para a realização do Mundial no Brasil, a Federação tem orçamento previsto de R$ 3 bilhões. A maior parte dessa quantia – 90% – é oriunda de patrocínios com as 22 empresas parceiras e direitos de

transmissão dos jogos.

Comércio

As explicações fornecidas pelos representantes da Fifa eliminaram algumas perguntas, mas dúvidas sobre como será o funcionamento do comércio natalense durante a Copa ainda persistem. CDL Natal e Fecomércio-RN querem que os comerciantes abram as portas, mesmo com a decretação de ponto facultativo por parte da Prefeitura. No entanto, sindicato patronal e dos trabalhadores não chegaram a um consenso.

O tema será pauta na reunião programada entre as entidades na próxima semana. “Ainda estamos analisando a questão. Precisamos da definição com relação a feriado nacional nos dias de jogo do Brasil. Está acertado que, nos jogos em Natal, o comércio funcionará normalmente”, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, George Ramalho.

Fonte: Tribuna do Norte