12/03/14 - O que é melhor: equipamentos novos ou usados?

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Veja algumas dicas para economizar e não errar na hora de escolher

Reformar o estabelecimento e substituir os equipamentos já muito antigos, quase sempre pesa bastante no bolso. Forno, freezer, fritadeiras, microondas, liquidificador e exaustor são equipamentos necessários, mas que se desgastam com o tempo, exigindo a troca imediata até para maior economia do empresário.

Por isso, a escolha deve ser certeira, pensada e planejada. A dúvida que quase sempre surge é: qual a melhor escolha, equipamentos novos ou usados? Os novos, assim como qualquer bem de consumo, se depreciam desde o exato momento da compra e têm valor muito superior aos usados. Quando a escolha for pelos de segunda mão, a economia pode ser significativa. Porém, é fundamental tomar alguns cuidados.

Lucas Heleno Forte é um dos sócios do bar e restaurante The Meatball House, que fica no Itaim Bibi, em São Paulo. A casa, especializada em almôndegas, foi inaugurada em novembro do ano passado e já de início foi preciso definir se os equipamentos necessários seriam novos ou usados. “Escolhemos um imóvel que possuía a cozinha do tamanho que precisávamos. Lá nos deparamos com algumas coisas que caíram como luva: uma fritadeira, um fogão, ar condicionado e um enorme sofá”, lembra.

Os itens não pertenciam ao dono do imóvel, mas ao antigo inquilino. O empresário e seus sócios fizeram então a proposta de compra e ficaram com os itens. Porém, antes de adquiri-los, Lucas ressalta que tomou alguns cuidados. “Primeiramente, procuramos ouvir todos os sócios, para saber se concordavam com aquelas aquisições. Além disso, escutamos a opinião de quem usaria aqueles equipamentos para saber se atenderiam as necessidades”, explica.

O cuidado na escolha fez com que outros itens disponíveis para aquisição fossem descartados, como um forno de finalização termoelétrico e uma geladeira. De acordo com o empresário, após avaliação, eles chegaram à conclusão de que esses itens não caberiam no negócio. No caso da geladeira, por exemplo, o ponto crucial foi o espaço. Seria melhor adquirir um freezer horizontal, novo, para armazenamento com maior eficiência.

Pela característica da cozinha do The Meatball House, que realiza a cocção das almôndegas a baixa temperatura e a vácuo, outro equipamento que foi adquirido novo, e até importado, foi um sous vide, que consegue manter a temperatura, de forma precisa, por horas.

Na hora de fazer a escolha, a dica de Lucas é estar despido de preconceitos e de olho aberto para avaliar as oportunidades. “Como todo negócio, no setor de alimentação fora do lar é necessário ter uma visão de empreendedor e não achar que ser usado é sinônimo de ser ruim e não servir. É necessário enxergar a oportunidade para fazer bons negócios”, frisa. No entanto, ele alerta que é preciso ser certeiro e ter foco. “Não adianta comprar uma coisa que não tem certeza que será realmente útil. Comprar para ver depois o que fazer, não vale a pena”, conclui.

 

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida ed.7