07/03/14 - Comece o ano com o pé direito

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Planejamento financeiro pode fazer a diferença nos resultados do seu negócio. Veja os pontos que merecem atenção especial

O começo do ano sempre é um bom momento para repensar estratégias de negócio. É preciso avaliar o ano que passou, analisar os pontos positivos e também negativos, estipular novas metas e fazer diferente. Ao detectar o que não deu certo, o empresário tem a chance de focar em soluções e incrementar seu rendimento. No setor de bares e restaurantes, o planejamento financeiro é essencial e um passo importante para impulsionar o faturamento.

Para começar 2014 com o pé direito, José Carlos Carvalho, professor do MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria da FGV/IBS, frisa que é importante acompanhar o negócio de perto, projetando o fluxo financeiro por, pelo menos, um ano. “O empresário precisa ter em mente que a disponibilidade financeira não é lucro. As contas continuarão chegando. Se decidir expandir o negócio, por exemplo, é necessário realizar uma programação de forma profissional. Do contrário, há o perigo inclusive de quebra”, alerta.

Ele ressalta que é sempre importante considerar a sazonalidade do negócio, estar atento às oportunidades, utilizar a capacidade ociosa para empreender em projetos diferentes dos habitualmente desenvolvidos, estabelecer parcerias e ter uma reserva financeira para os momentos difíceis.

Alguns outros pontos também merecem atenção. São eles: gestão de capital de giro, conciliação de prazos com fornecedores e clientes, apuração de resultados e distribuição de lucros. Veja abaixo cada um dos pontos com mais detalhes.

Gestão de capital de giro

A saúde financeira das empresas depende de como é feita a gestão do capital de giro. Se há um desequilíbrio no caixa e falta capital para pagar todas as despesas, uma série de consequências negativas podem comprometer o negócio, como a perda de crédito no mercado financeiro e junto a fornecedores. Isso pode culminar na saída forçada da empresa do mercado. “O caixa é reflexo da gestão financeira, da política de recebimentos e pagamentos”, explica o professor José Carlos Carvalho.

Para não perder o controle, o empresário deve ficar atento à administração do caixa (disponibilidades) e das contas a receber (provenientes das vendas a prazo), gestão financeira dos estoques, administração das obrigações a pagar (fornecedores, impostos, empréstimos, despesas operacionais e outras contas a pagar), além de visitas e negociações com bancos.

Quando o caixa fica vazio, não necessariamente é um sinal de que a empresa precisa de novos recursos para financiar o capital de giro. Outras atitudes realizadas no passado podem ter contribuído para essa situação, como estoques grandes demais, clientes inadimplentes e investimentos sem planejamento.

Caso a solução seja um empréstimo, Carvalho pondera que é preciso ter cuidado. “O banco estrutura sua taxa de juros em função da leitura do risco que faz do cliente. Quanto maior o risco, maior a taxa. Se o empresário estiver atento, é possível identificar com antecedência quando ele precisará de recursos. Isso implicará em taxas menores de juros e maiores margens para a empresa. O uso de softwares ou mesmo planilhas resolvem isso”, aconselha. Em situações muito especiais, com o fluxo de caixa muito apertado, o uso da recuperação judicial implica em carência para pagamento das contas, o que pode aliviar o caixa.

Conciliação de prazos com fornecedores e clientes

Os prazos obtidos com os fornecedores, os concedidos aos clientes e os de permanência das mercadorias no estoque merecem total atenção do empresário por afetar diretamente o negócio. Não basta conciliar o prazo médio obtido com os fornecedores com aqueles concedidos aos clientes. Os prazos das mercadorias ou de matérias-primas em espera nos estoques também devem ser considerados. Quanto mais tempo as mercadorias ficam estocadas, mais demorado será o retorno do investimento.

Apuração de resultados

Nem sempre caixa e lucro andam juntos. É importante fazer uma apuração mensal dos resultados, possibilitando ao empresário conhecer os resultados do negócio no fim de cada período: mensal, trimestral, semestral ou anual. É interessante realizar essa análise no início de cada mês, quando o empresário já tem informações confiáveis das operações do mês anterior.

A apuração dos resultados representa a diferença entre as vendas totais e os custos e despesas totais do período apurado. Se for positivo, a empresa teve lucro. Caso seja negativo, significa prejuízo.

Distribuição de lucros

Geralmente, o lucro das empresas é distribuído na proporção da participação do sócio no capital social. Entretanto, há contratos sociais que estabelecem outra forma de distribuição do lucro líquido entre os sócios, desde que não seja 100% para apenas um dos sócios da empresa. A distribuição desse lucro não deve provocar a falta de capital de giro, para não comprometer o desenvolvimento de negócios futuros.

A distribuição do lucro aos sócios é isenta do Imposto de Renda da Pessoa Física e da Contribuição Previdenciária, conforme prevê a legislação tributária. A repartição de lucro das empresas inseridas no Simples Federal é realizada com os mesmos benefícios. O Fisco Federal e o INSS exigem a comprovação do lucro distribuído aos Professor José Carlos Carvalho sócios por meio da escrituração contábil.

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida ed.7