16/01/14 - Como agilizar o atendimento, sem perder a qualidade?

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Proprietários de bares relatam suas estratégias para aumentar tanto a satisfação dos clientes, como o faturamento das casas

Bar cheio é sinônimo de sucesso? A resposta vai depender de como é o atendimento aos clientes. Pesquisas mostram que, quando o freguês tem uma experiência negativa, ele multiplica sua opinião de maneira muito mais intensa, e para muito mais pessoas, do que quando ela é positiva. Nos dias atuais, há ainda ferramentas poderosas que estão sempre às mãos das pessoas: as mídias sociais. Por meio da internet, no Facebook ou Twitter, o consumidor expõe sua satisfação e, sobretudo, insatisfação e pode fazer isso em textos, fotos e até vídeos e, em um instante, compartilhar isso com o mundo.

Para agilizar o atendimento e aumentar os lucros, Eduardo Natalício, dono do Boteco Natalício, que possui três unidades em Porto Alegre (RS), implantou uma solução eficiente e sem custos. Ao invés de apenas esperarem que os clientes fizessem os pedidos, os garçons já rodam pelo salão com tulipas de c hope e petiscos quentinhos, com apresentação visual caprichada, para aguçar ainda mais o paladar e desejo dos frequentadores. “Fazemos questão de deixar os pratos, não apenas com sabor e aromas bem apurados, mas também aparência irresistível para que possam ser comidos com os olhos”, explica.

Além de os garçons terem sempre às mãos diversas opções do cardápio, eles criaram códigos especiais para se comunicaram com quem está no balcão, recebendo os pedidos que não estão disponíveis no salão. De forma descontraída, eles gesticulam e fazem mimicas que indicam qual é o prato a ser preparado, tornando o ambiente mais descontraído.

 

Tanta rapidez e bom humor refletem diretamente no orçamento dos bares. “Certamente, se não tivéssemos os chopes e petiscos rodando a todo o momento pelo salão, nosso faturamento no final do dia seria inferior ao que conseguimos alcançar hoje”, afirma Natalício. Isso por que, de acordo com ele, às vezes, o cliente não tem o intuito de experimentar determinado petisco. Porém, ao ver o prato na bandeja do garçom, se interessa pelo aroma e apresentação, e acaba ficando motivado a experimentá-lo.

Tecnologia a Favor do Negócio

Aberto desde fevereiro de 2013, o Central da Villa, em São Paulo, apostou em tecnologia para tornar o atendimento mais ágil. De acordo com o proprietário Darcy Moreira, antes mesmo de abrir o bar ele decidiu implementar terminais de computadores, que possuem um programa específico para registrar os pedidos.“Com isso, o garçom digita o pedido e ele já cai direto no setor onde deverá ser preparado, que pode ser a cozinha, a copa, ou

churrasqueira”, explica.

Para ajudar na agilidade da entrega dos pedidos, o chef de cozinha já deixa os ingredientes preparados. De acordo com Moreira, acontece de o garçom

atender uma mesa, registar o pedido, atender uma segunda mesa e, nesse meio tempo, às vezes em apenas cinco minutos, o pedido da primeira mesa já está disponível para ser entregue ao cliente.

Caso não tivesse essa tecnologia, Moreira acredita que o faturamento do bar poderia ser de 10% a 15% menor do que o atual. "Se a cada novo pedido o garçom tivesse que anotar em um papel e entregar na cozinha, o processo seria demorado demais e o risco de ele fazer o pedido com algum erro também seria maior do que o com o uso desse sistema”, avalia.

O empresário lembra que o cliente, especialmente o de happy hour, geralmente chega aos bares com sede. Se o atendimento for rápido ele logo vai pedir outra bebida.Já se demora, a casa acaba perdendo vendas e, por vezes, até o cliente.

Outra estratégia usada pelo Central da Villa foi a criação de combos. “Já entregamos um balde com gelo com, por exemplo, quatro cervejas ou energéticos. Os combos têm preços mais atrativos do que se ele for comprar o produto por unidade”, explica.Com isso, o freguês tem mais comodidade e o garçom não precisa buscar a todo o momento as bebidas, apesar de ele ficar atendo à mesa.

Fonte : Revista Meu Negócio Minha Vida n°6 *Leia a matéria na íntegra na revista