16/01/14 - Reduza o barulho e aumente a satisfação

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Controle de ruído pode evitar dor de cabeça com a comunidade, bem como atrair mais clientes e contribuir para aumento do lucro

Fazer com que os clientes se sintam bem em seu negócio depende de uma série de fatores, que vão além do atendimento rápido e cortês, e da boa qualidade do que é servido. É preciso se preocupar também com o conforto acústico do local. Muitas vezes, as pessoas saem de casa ou do trabalho em busca de um lugar onde possam estar com os amigos, família ou companheiro, para conversar e se distrair, enquanto bebem ou petiscam algo. O ruído excessivo, diferentemente do que alguns empresários pensam, pode acabar afastando a clientela.

Quem não dá atenção para a questão do barulho pode estar, além de afugentando clientes, violando leis. Em cada cidade há uma legislação diferente para estipular limites em decibéis, de acordo com a área, horários e dia da semana.

Em São Paulo, por exemplo, o Programa de Silêncio Urbano (PSIU) fiscaliza os bares, boates, restaurantes, salões de festas, templos religiosos, indústrias e até mesmo obras. O órgão trabalha com base nas leis da 1 hora e do ruído. A primeira determina que, para funcionarem após 1 hora da manhã, os bares e restaurantes devem ter isolamento acústico, estacionamento e segurança. Já a Lei do Ruído controla a quantidade de decibéis emitidos pelos estabelecimentos, a qualquer hora do dia ou da noite.

Nas áreas residenciais, o limite tolerável é de 50 decibéis, entre 7 horas e 22 horas. Das 22 horas às 7 horas, cai para 45 decibéis. Nas zonas mistas, das 7 horas às 22 horas fica entre 55 e 65 decibéis, dependendo da região. Das horas 22 às 7 horas, varia entre 45 e 55 decibéis. Nas zonas industriais, entre 7 horas e 22 horas, fica entre 65 e 70 decibéis. Das 22 horas às 7 horas, entre 55 e 60. O estabelecimento que descumpre a Lei da 1 hora está sujeito à multa de R$ 34.500. Se desobedecer novamente a lei, é lacrado imediatamente. Já para a desobediência à Lei do Ruído, a primeira multa pode variar de 300, 150, 100 a 50 UFMs (Unidade Fiscal do Município).

João Edson Carvalho, diretor técnico da dBest – empresa especializada em identificação de ruídos e adequação dos ambientes para conforto acústico humano – explica que os empresários que quiserem evitar problemas com multas e desejarem realizar o controle de ruído, devem contratar uma empresa especializada. “Apenas os profissionais saberão realizar um estudo, verificando uma série de itens como a necessidade do negócio, a engenharia da construção, entre outros pontos, para só então elaborar um projeto”. Ele ainda explica que o primeiro passo é definir se optará por um projeto de isolamento acústico ou de conforto acústico.

 

Isolamento acústico

O intuito do isolamento acústico é barrar a entrada e também a saída dos ruídos de um ambiente. No caso de um bar ou restaurante, com esse procedimento, o som de carros passando em uma rodovia não seriam ouvidos dentro do estabelecimento e nem o barulho de conversas

ou de uma apresentação musical estariam perceptíveis aos vizinhos, por exemplo.

De acordo com João Edson Carvalho, diretor técnico da dBest, para realizar esse trabalho é necessário utilizar materiais que sejam densos, pesados, que consigam amortecer e dissipar a energia sonora, tais como chapas metálicas, vidro, madeira maciça e mantas de borracha. Porém, para que ele funcione, é criada, além das barreiras, uma sequência de obstáculos para o som ter mais dificuldade de se propagar.

O valor de um projeto de isolamento acústico, segundo ele, gira em torno de R$ 550, o metro quadrado instalado. “Tudo vai depender do que será feito, o material a ser usado e a maneira como será instalado. Também é preciso fazer uma série de análises específicas de local para local e avaliar o desejo do cliente”, explica.

 

Conforto acústico

É realizado quando o objetivo é melhorar a qualidade na acústica do ambiente, sem a necessidade de bloquear totalmente a entrada e saída de sons. Esse método proporciona boa inteligibilidade da fala, ou seja, clareza para ouvir e entender o que o outro diz, com ausência de sons indesejáveis.

Para esse trabalho, conforme João Edson Carvalho, diretor técnico da dBest, são usadas, basicamente, espumas. Porém, até os materiais da construção, acabamento e mobília podem influenciar na acústica do ambiente. O forro é o elemento que mais contribui para a qualidade em áreas internas, absorvendo e eliminando a reverberação e o eco.

Ele ressalta que o valor de um projeto dessa natureza varia entre R$ 300 e R$ 800, o metro quadrado instalado. “O que deixa o serviço mais caro é o visual. A eficiência acústica será é a mesma, independentemente do que for realizado.”

 

Fonte : Revista Meu Negócio Minha Vida n°6 *Leia a matéria na íntegra na revista