09/01/13 - Setor sofre extorsão no Rio de Janeiro

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Ao menos 25 fiscais da Vigilância Sanitária Municipal do Rio foram presos no início de outubro acusados de extorquir comerciantes e empresários na capital para não aplicar multas. Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso faturava mais de R$ 50 milhões ao ano.

De acordo com a investigação, os fiscais usavam uma tabela de preços estipulados por eles para cobrar a propina dos comerciantes. Os valores variavam de R$ 400 a R$ 500 por mês. No total, conforme divulgou a Folha de São Paulo, 100 mil estabelecimentos comerciais - entre restaurantes, bares, clínicas, empresas de projetos arquitetôrnicos e outras - foram alvos do esquema.

O delegado da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), Alexandre Capote, responsável pela investigação, disse que os comerciantes que pagavam a propina eram vítimas já que os fiscais ameaçavam multar e fechar o estabelecimento caso eles não pagassem o valor cobrado. Os 30 acusados representam 10% dos 300 profissionais que atuam na Vigilância Sanitária Municipal do Rio.

As prisões aconteceram em diversos pontos da cidade e em Niterói. Foram apreendidos mais de R$ 1 milhão em espécie nas casas dos fiscais, além de computadores, documentos e três armas.

"O que chamou a atenção era a organização deles porque um fiscal apresentava o outro quando fazia o rodízio e assim repeliam a tentativa da secretaria de coibir a corrupção. Ainda tinha a certeza da impunidade tanto que foi achado grande quantidade de dinheiro dentro de casa, inclusive com naftalina e amarrados com linha porque o elástico estraga a nota. Isso indica que o dinheiro estava ali guardado durante muito tempo", disse o promotor Homero Freitas na ocasião.

A investigação detectou provas de que a quadrilha agia desde 2010. O grupo era chefiado por Eduardo De Nigres, da Secretaria de Vigilância Sanitária. Nigres saiu do país há alguns dias. Agora, a Polícia Federal investiga o paradeiro dele no exterior.

Participam da ação delegacias especializadas, a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), da Secretaria de Segurança, o Ministério Público do Estado e a Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária.

Fonte: Revista Bares & Restaurantes nº94