30/12/2013 - Venda de vinho nacional deve subir até 13% em 2014

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Favorecidos pela alta do dólar e pelo acordo entre indústria, varejo e distribuidores para estimular a venda dos produtos nacionais, os vinhos finos brasileiros vão levar a melhor sobre os importados no acumulado deste ano. Não em volume, porque a diferença a favor dos estrangeiros ainda é muito grande, mas em variação das vendas, o que vai garantir o aumento da participação da bebida feita no país sobre o mercado total.

Nos espumantes, a vantagem dos rótulos nacionais, que já é ampla, tende a aumentar com o reforço das vendas de novembro e dezembro, que concentram entre um terço e 40% do movimento de todo o ano no segmento. Assim como no caso dos vinhos finos, as vendas dos produtos brasileiros devem crescer no mercado interno enquanto as importações caminham para fechar o ano no vermelho.

Para o diretor da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Henrique Benedetti, a venda das vinícolas nacionais deve somar entre 20 milhões e 21 milhões de litros de vinhos finos, o que representará uma alta de até 12% sobre 2012. O volume de espumantes vendido deve chegar a 18 milhões de litros, um avanço anual de 22,1%. Nos importados, ele prevê queda de 3% na comercialização de vinhos, para 72 milhões de litros, e de 6% nos espumantes, para 5 milhões de litros.

O diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, prevê expansão de 7% a 8% nos vinhos nacionais e de 10% nos espumantes. Ele prefere não projetar importações, mas diz acreditar que houve uma "pequena substituição" de rótulos estrangeiros por nacionais devido ao acordo para a promoção do vinho brasileiro firmado em outubro de 2012 como alternativa ao pedido de salvaguardas contra as importações que havia sido apresentado pelas vinícolas ao governo.

Apesar disso, tanto Benedetti quanto Paviani consideram que 2013 deixou um pouco a desejar porque o crescimento das vendas dos nacionais não foi suficiente para impedir a queda do mercado total, influenciada pela resistência da inflação, pelo fraco desempenho da economia e pela cautela dos consumidores. "O mercado está um pouco trancado", avalia Paviani. Para Benedetti, as vendas não foram tão "pujantes" quanto era esperado.

Os dois diretores fazem outra ressalva. O desempenho dos vinhos importados pode estar mascarado pelos estoques formados pelo varejo e pelos distribuidores antes do acordo com a indústria, quando ainda existia o risco de imposição de salvaguardas contra a entrada de produtos estrangeiros no país. "A queda das importações não significa necessariamente queda de vendas, porque tem muito estoque indo para o mercado", comentou Paviani.

Por conta disso, conforme Benedetti, a tendência é que em 2014 a importação de vinhos não volte a cair e se mantenha estável em relação a este ano, pois os estoques já deverão estar ajustados. Para os nacionais, as previsões das duas entidades vão de alta "moderada" a até 10% nos vinhos e de 10% a 13% nos espumantes.

Fonte: Valor Econômico - leia a matéria na íntegra no site do Valor