12/12/2013 - Idosos valorizam mais os alimentos frescos e naturais

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Os consumidores da terceira idade estão atentos à qualidade dos alimentos industrializados e já sabem identificar alguns dos principais indicadores nas embalagens, mesmo tendo dificuldade para entender os rótulos. É o que revela uma pesquisa da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), realizada em parceria com o Hcor (Hospital do Coração). O estudo foi feito com 102 idosos cardiopatas no ambulatório de geriatria do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e no setor de consultórios do Hcor.

Propagandas não são direcionadas à terceira idade

Dentre os atributos importantes para a terceira idade, “natural” e “fresco” foram citados por 34,3%, “pouca gordura” e “reduzido em sal” citado por 15,7% e “vitaminado” por 11,8%. Os atributos “sem açúcar” (8,8%) e “qualidade na produção” (7,8%) também receberam indicações expressivas.

Contudo, a maioria dos idosos acredita que as propagandas não são direcionadas à terceira idade (78,4%), embora os produtos direcionados ao idoso sejam percebidos como “bons para a saúde” (77,5%).

Hábitos de consumo

Os idosos realizam a maioria de suas refeições em casa (91,2%), sendo que 40,2% fazem em companhia do cônjuge. As mulheres são mais envolvidas com a compra de alimentos, conhecem mais marcas e são mais fiéis a elas do que os homens (67%). As classes A e B, devido a um passado maior de experiências em consumo, apresentam maior fidelidade às marcas (57,1%).

As embalagens são o quesito mais preocupante para os idosos: 83% citaram dificuldade de abertura e 71,6% consideram difíceis de entender as informações dos rótulos. Além disso, cerca de 78% reclamaram das letras muito pequenas.

Os homens são mais dispostos a degustação (54,9%), sendo que 44% desconfiam da qualidade do produto disponibilizado para experimentação. Outra conclusão importante é que 93,6% das mulheres relacionam a localização nas prateleiras como fundamental para a escolha dos produtos.

“Os idosos precisam ser plenamente conhecidos e compreendidos, em seus desejos e limitações de aquisição dos alimentos”, justifica a pesquisadora Marianna Magnoni.

 

Fonte: Alimentação Fora do Lar