25/11/2013 - Diogo Nogueira, o bamba do samba da atualidade

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Diogo Nogueira, o bamba do samba da atualidade

Com seis anos de estrada e uma carreira consolidada, o cantor está lançando seu quinto trabalho que faz uma homenagem às mulheres

Carioca, 32 anos, cheio de charme, Diogo Nogueira é hoje um dos maiores destaques do samba da sua geração. Com uma voz marcante, um sorriso sempre largo e cativante, e belos olhos verdes, o cantor e compositor vem de uma nobre linhagem. Filho do saudoso sambista João Nogueira, acostumou-se, desde cedo, a ser embalado pelo ritmo mais popular do país. João costumava levar Diogo para cantar em seus shows e logo vieram os convites para participar de rodas de samba do Rio, hábito que lhe rendeu respeito e aprovação dos “bambas” da música.

Casado há dez anos com Milena Nogueira, Diogo é pai de um menino, Davi, de sete anos. Com seis anos de estrada e uma carreira consolidada, que o coloca no patamar de um dos mais requisitados artistas da música brasileira – com mais de meio milhão de CDs e DVDs vendidos pela EMI Music e participação em 40 projetos como convidado – o sambista está lançando seu quinto CD, “Mais Amor”, que faz uma homenagem às mulheres.

“O amor nunca vai acabar. Ele faz a diferença em todos os setores da nossa vida, independentemente de onde vem. Eu me sinto muito amado e acho isso maravilhoso. Esse momento da minha carreira é muito especial, com a casa sempre cheia, com as turnês internacionais e toda essa repercussão. Agradeço às mulheres mais importantes do mundo e às que me criaram”, diz o cantor.

Diogo atribui seu sucesso a elas. No encarte do novo CD, agradece à avó de 92 anos, além de citar mulheres de diferentes épocas e nações e de homenagear a brasileira em toda sua diversidade: “Viva a preta, a branca, a ruiva, a loura, a mameluca, a mulata...”. Há ainda uma música dedicada ao filho Davi e ao enteado Matheus, de 15 anos. Trata-se da “Pra Valorizar”, que mostra a importância do amor de amigo, de irmão e de pai.

A discografia de Diogo Nogueira (quatro CDs e três DVDs) registra 600 mil unidades vendidas, que renderam ao cantor quatro Discos de Ouro e dois DVDs de Platina (“Sou Eu” e “Diogo Nogueira - Ao Vivo em Cuba”), sendo um deles de Platina Duplo (“Sou Eu”).

O quinto álbum de sua carreira foi lançado em julho deste ano, com músicas inéditas de sua autoria, além de composições criadas especialmente para o disco por alguns dos mais importantes compositores do samba contemporâneo: Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Xande de Pilares, Serginho Meriti e Flavinho Silva. A canção “Quem vai chorar sou eu” ganhou participação especial de Zeca Pagodinho. A turnê “Mais Amor” começou no dia 12 de julho no Rio de Janeiro e segue para São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Natal.

A foto da capa do álbum foi escolhida por meio do site do cantor, que se comunicou com seus perfis nas redes sociais (somente sua página no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores). Para não decepcionar quem votou nas outras três imagens que estavam na disputa, o cantor as espalhou pelo encarte. E, para lembrar a quem já esqueceu que Diogo vive o amor em suas várias formas, o cantor vai mais fundo em sua reflexão sobre o tema: “A gente precisa amar o mundo em que vivemos. Temos que dedicar nosso amor também à vida, ao mundo, à cultura... Tudo precisa de amor sempre.”

Diogo Nogueira concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista Meu Negócio Minha Vida e contou um pouco mais da sua história. Confira!

Você é filho do saudoso sambista João Nogueira. Como foi, desde cedo, conviver com grandes nomes do samba?

Desde pequeno convivi com grandes artistas que frequentavam a minha casa e tratava isso de uma maneira muito natural, pois era menino e eles eram os amigos do meu pai. Foi um privilégio esse contato com tanta gente bacana.

O samba da época do seu pai tem diferenças para o samba que você faz hoje?

A música de uma maneira geral é outra. Cada época tem as suas particularidades e o samba não foge disso.

A música parece ter entrado em sua vida de forma natural, como uma herança. É isso mesmo? Acredita que cantar e compor seja um dom?

Não percebi a música entrando na minha vida. Gosto de cantar desde pequeno, mas nunca quis ser cantor. Quase fui jogador de futebol, mas a vida me trouxe para os palcos e sou feliz com o que faço.

Sua primeira opção de carreira foi o futebol, mas devido a uma contusão no joelho decidiu partir para a música. Acredita que se não fosse essa contusão, teria permanecido no futebol? Em que time gostaria de estar jogando hoje? Por quê?

Acho que sim, e gostaria de estar jogando em algum time grande. Se fosse para escolher, queria estar jogando no Mengão, meu time de coração, ajudando a trazer novos títulos para a Gávea.

Lembra-se da primeira grande apresentação que fez como músico profissional? Onde foi? Quando? O que sentiu?

Uma das primeiras vezes que cantei para uma plateia grande foi em Salvador, no Dia Nacional do Samba, no show do meu pai. Tinha mais de 20 mil pessoas assistindo e fiquei muito nervoso. Outro show importante e que me ajudou muito foi o de 40 anos de carreira da Beth Carvalho, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde tive a oportunidade de participar de um momento importante, que virou DVD, que me deu uma grande visibilidade.

Hoje, nas comunidades, vemos o funk como ritmo predominante, especialmente no Rio de Janeiro. Há alguns anos, o samba era a música que predominava. Como você vê esse novo cenário?

O samba ainda é muito forte nas comunidades, mas o funk hoje tem uma força enorme. Acho importante que as pessoas tenham acesso a músicas boas. Se for música boa, está valendo, mas se for ruim, lixo, é uma péssima referência. O povo gosta de coisa boa, basta dar acesso.

O que você gosta de ouvir, em casa, no carro?

Tenho um gosto musical bem variado. Gosto de reggae, rock, hip hop e gosto muito de ouvir os artistas da minha geração.

Além do seu pai, quais foram e são suas referências musicais?

A lista é grande e vai de Chico Buarque a Dona Ivone Lara, passando por Martinho da Vila, Arlindo Cruz, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Alcione, Paulo Cesar Pinheiro, Monarco e mais um time grande de bambas que escuto desde pequeno.

De onde vem a inspiração para compor?

Inspiro-me no dia a dia, nas coisas da vida, nas mulheres, no amor.

Tem sonhos que ainda deseja concretizar? Quais?

Venho realizando todos os meus sonhos. Faço o que gosto, tenho uma família maravilhosa e fãs que me acompanham em todo o Brasil e no exterior. Mas continuo sonhando e realizando. Vou gravar um DVD na África, lá de onde o samba veio.

A família tem que importância nessa sua trajetória?

Família é tudo na vida de uma pessoa. Se hoje eu sou quem sou, devo ao meu pai, minha mãe, meus avós e minha esposa. As mulheres da família tem uma importância ainda maior e por isso dedico meu novo CD "Mais Amor" para elas, e também às grandes mulheres do Brasil e do mundo.

Tem algum amuleto? Algum ritual antes de entrar no palco? Qual?

Fico sempre concentrado, quieto e sempre entro no palco com o pé direito.

Como gostaria de ser lembrado daqui a 50 anos?

Como uma pessoa que viveu seu tempo intensamente, buscando por meio do trabalho, trazer paz, amor e amizade para as pessoas de todo o mundo.

Qual das suas músicas você mais gosta?

Música é como filho, a gente ama todos do mesmo jeito.

Fale sobre seu novo trabalho “Mais Amor”

É o meu novo CD, onde canto o amor nas suas mais variadas formas. Têm músicas românticas, partido alto e sambas pra cima. Tive a alegria e o privilégio de contar com alguns dos mais importantes compositores do samba na atualidade, que me presentearam com alguns sambas inéditos, todos maravilhosos. Falo de Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Xande do Revelação, Serginho Meriti, Leandro Fab, Andre Renato, além de músicas de minha autoria e de novos compositores como Rodrigo Leite e Inácio Rios. Estou muito feliz com o CD e com tudo que vem acontecendo com ele.

 

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida- Matéria na íntegra disponível na revista*