31/10/2013 - Escassez mundial de vinho preocupa economistas

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Nem falta de petróleo nem de água. Agora é a escassez de vinho que preocupa os economistas – alerta o Telegraph.

No ano passado, diz a publicação, o descompasso entre a demanda e a oferta de vinho foi o maior dos últimos 40 anos, num déficit na casa dos 8%. Relatório do Morgan Stanley aponta que, mantidos os ritmos de aumento de consumo e de queda na fabricação nos próximos anos, vai faltar bebida nas prateleiras.

O último pico da produção de vinho no mundo foi em 2004 e, de lá para cá, a queda tem sido constante. E, enquanto a produção caiu 16% desde aquele ano, o consumo subiu pouco mais de 2%.

A queda da produção pode ser explicada pelo encurtamento das áreas plantadas de videiras na Europa, que padecem com o mal tempo. A alta do consumo estaria ligada, por sua vez, ao incremento de renda em países em que, costumeiramente, os bebedores optavam por bebidas mais baratas.

No Brasil, de economia que se enquadra nesse cenário, o mercado de vinhos movimenta R$ 1,2 bilhão por ano apenas em rótulos nacionais. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o consumo por aqui tende a subir 30% até 2016. Assim, o 1,9 litro ingerido por ano em média no País deve subir para 2,5 litros.

Os quatro maiores vendedores de vinhos do planeta, França, Itália, Espanha e Estados Unidos, respondem por quase 60% da produção mundial – de acordo com o Wine Institute. Com os maiores estoques no limite, tendem a ganhar espaço daqui para frente quem vem na sequência do Top 10: Argentina, Austrália, Chile, África do Sul, Alemanha e Portugal. Pelos dados da instituição, o Brasil é apenas o 15º maior fabricante do setor.

Fonte: Estadão