08/10/2013 - Cafeterias buscam novas áreas para chegar ao consumidor

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Concorrência e perfil de clientes interessados em cafés gourmet levam empresas como Fran’s Café e Starbucks a expandir horizontes. Estrangeiras também observam mudança nos hábitos de consumo e chegam ao Brasil

A concorrência que está chegando ao país de olho no aumento do consumo de cafés especiais está fazendo as grandes redes de cafeterias já instaladas por aqui, como Fran´ s Café e Starbucks, a trilhar planos agressivos de expansão, indo onde o cliente está, com diferentes formatos. De acordo José Carlos Fugice, sócio fundador da Goakira, consultoria de negócios especializada em franquias, o aumento do poder aquisitivo da população também ajudou, já que os clientes estão mais exigentes, querem mais qualidade e novidades.

“O novo consumidor tem um perfil multicanal e a estratégia de estar presente onde ele estiver tem sido bastante bem absorvida pelas redes de cafeterias. Estações de Metrô, rodoviárias, aeroportos, empresas, universidades são campos a explorar e que ajudam a dar capilaridade às marcas. Todo esse movimento cultural e financeiro chama a atenção também das estrangeiras e já temos concorrência forte por aqui”, diz ele, citando o caso da espanhola Saboreaté y Café, uma rede que tem como diferencial a venda de café e de chás gourmet e artigos para o lar. “A marca está em sua segunda loja franqueada no Brasil, uma em Balneário Camboriú e outra em João Pessoa”, diz o consultor. O custo da franquia varia de R$ 250 mil a R$ 320 mil.

Além da Saboreaté y Café, outras marcas, americanas e latinas, estão estudando o mercado brasileiro. Uma delas é a colombiana Juan Valdez Café, considerada a maior do segmento em sua terra natal e presente em países como Estados Unidos, Espanha, México, Chile e Panamá. São 170 unidades e anuncia negócios por aqui.

“A busca por espaços alternativos também tem relação com o custo de instalação em formatos tradicionais, como os shoppings, onde uma unidade de 30 metros quadrados, somando o condomínio e o fundo de propaganda pode chegar a R$ 30 mil. Acrescentando a isso a concorrência de quem está observando o nosso mercado, chegamos a planos agressivos de marcas como Fran´ s Café e Starbucks, completa Fugice.

A rede Fran’s Café, por exemplo, se diz pronta para desembarcar em todos os aeroportos brasileiros. “É só chamar”, diz o sócio da rede, José Henrique Ramos Ribeiro, que abriu lojas em Viracopos, Campinas, e negocia a abertura de novas unidades nos aeroportos de Brasília e Fortaleza. O projeto é parte do plano de expansão da marca, que vai encerrar o ano com 170 unidades e espera abrir mais 30 em 2014.

“Estamos retornando a cidades no Nordeste onde havíamos encerrado operações por conta de situações que não deram certo. O Nordeste é um mercado muito interessante para nós. Temos operações em shoppings, hospitais, empresas e agora aeroportos”, destaca Ribeiro, que segue de olho em novos espaços para crescer por aqui, mas também coloca o pé fora do Brasil.

“Por aqui ainda há muito o que crescer e queremos chegar a 300 unidades. Mas pensamos na internacionalização e estamos negociando a nossa ida para o Chile. Será uma operação de experiência”, diz.

Renato Grego, gerente de Marketing Starbucks Brasil explica que a rede também está a caminho dos aeroportos.

“Além de lojas em shopping centers, de rua e em empreendimentos comerciais, a rede inaugura duas lojas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A expectativa é muito positiva”, comenta.

Além disso, a Starbucks Brasil tem analisado a possibilidade de buscar investidores locais para que a expansão da rede saia do eixo Rio-São Paulo. Hoje são 18 lojas e o objetivo é aumentar a presença com franquias.

“O projeto de franquias ainda não teve um modelo aprovado. Por isso, não podemos falar sobre número de unidades”, comentou ele.

Fonte: IG Economia