23/09/2013 - Dicas para melhorar a acessibilidade do seu negócio

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A arquiteta Thais Frota explica que, antes de começar qualquer obra, é necessário ter o conhecimento da NBR 9050. Somente assim, o estabelecimento vai atender a medida nacional de pessoas com deficiência. “Quanto mais se adequar à legislação, mais pessoas serão privilegiadas. A norma é técnica, por isso nenhuma medida está lá em vão e deve ser seguida à risca. Caso contrário, pode sair mais caro para o estabelecimento ter que se readequar depois de tudo pronto”, ressalta.

Ela dá algumas dicas para quem quer melhorar a acessibilidade de seu negócio. A primeira atitude deve ser a de eliminar os degraus. “Todos os degraus devem virar rampas com 8% de inclinação. Em alguns casos, o degrau pode ser isolado, colocando, por exemplo, um vaso em cima, para que ali as pessoas não passem e evitem tropeçar”, explica. Entre as mesas, também, não deve haver diferença de altura no piso.

O segundo ponto, de acordo com a arquiteta, diz respeito às passagens, que não podem ser muito estreitas. A largura mínima entre as cadeiras, contando com as pessoas sentadas, deve ser de no mínimo 90 centímetros, para permitir que as pessoas circulem com cadeiras de rodas, carrinho de bebê ou bengala.

O terceiro ponto é em relação à sinalização. As placas são essenciais para indicar a(s) entrada(s) e saída(s), sanitários, caixas e preços. Vale ressaltar que a iluminação das placas precisa ser satisfatória. No caso de exposição de valores do cardápio, é importante que eles sejam em tamanho acessível, simples e intuitivos.

O último ponto destacado por Thais Frota é com relação aos banheiros. “É importante ter, pelo menos, um sanitário acessível unissex para pessoas com deficiência”, enfatiza. Com relação às barras de apoio para os banheiros, ela explica que, em média, custam em torno de R$ 120,00. É preciso ficar atento ao comprimento, que deve ser de 80 centímetros e ser instalada com altura de 75 centímetros do piso.

Já quando se trata da entrada dos bares, as rampas móveis podem ser um caminho. “No entanto, muitas vezes, se a rampa não for fixa, pode não dar a autonomia necessária para quem chega e precisa usá-la, pois em casos de rampas móveis, elas nem sempre estão dispostas para utilização. Isso por, geralmente, serem pesadas e nem todos conseguirem manuseá-la”, explica. Outro problema é a falta de corrimão, obrigatório para os dois lados da rampa.

Para aqueles bares que possuem estacionamento, é importante delimitar uma vaga para pessoas com necessidades especiais. Essa vaga precisa ser acessível e ter o percurso até a mesa do restaurante sem dificuldades. Caso não tenha vaga, o boteco deve solicitar à prefeitura que pinte uma vaga adaptada em frente ao estabelecimento.

 

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida nº 4