08/08/13 - Pizza é o prato pedido por 28% dos paulistanos que realizam pedidos online

Levantamento realizado pelo Jánamesa, site de entregas que unifica restaurantes e lanchonetes em São Paulo, com mais de 1,2 mil estabelecimentos cadastrados em São Paulo, apontou que a pizza lidera o ranking dos pedidos, com 28% do total

Margherita é o sabor preferido pelos paulistanos, seguido por mozarela e pepperoni. Em terceiro lugar vem americana; quatro queijos, em quarto; e frango com Catupiry em quinto. Depois da pizza, as outras comidas prediletas dos paulistanos na internet são: culinária brasileira, com 18%, lanches, com 14%, japonesa, com 11%, e árabe, com 9%.

A pesquisa ainda trouxe as regiões de destinos que mais aderiram ao delivery online. Em primeiro lugar estão os bairros de Cerqueira César e Jardins. Na sequência, aparece a região composta por Itaim, Vila Olímpia, Moema, Brooklin e Vila Nova Conceição. Na terceira posição vem a Bela Vista, seguida por Pinheiros e Vila Madalena, ambas ocupando a quarta colocação. Os bairros da Vila Mariana, Paraíso, Indianópolis e Planalto Paulista fecham o ranking.

Por fim, o levantamento trouxe o ticket médio dos pedidos, que gira em torno de R$ 50, além do perfil dos consumidores, dos quais 51% são homens e 49% mulheres.

Essa pesquisa nos traz importantes pontos sobre a cultura do delivery online. Ela nos permite entender cada vez melhor o perfil dos usuários e oferecer informações relevantes para os restaurantes parceiros atenderem de forma cada vez mais personalizada esse público – explica Bruno Mengatti, CEO do Jánamesa.

Como tudo começou. A história da pizza

A história da pizza começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.

Ao contrário do conhecimento popular e do fato ser considerada tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5 000 anos. A massa era chamada de “pão de abraão”, era muito parecida com os pães árabes atuais e recebia o nome de piscea.

Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e, por causa das cruzadas, essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo, em seguida, incrementada, dando origem à pizza que conhecemos hoje.

No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva, comuns no cotidiano da região, eram os ingredientes típicos da pizza. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado à Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época, a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surgiu o termo picea, na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. “Picea” indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava “matar a fome”, principalmente a da parte mais pobre da população. Normalmente, a massa de pão recebia, como sua cobertura, toucinho, peixes fritos e queijo.

A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria de que se tem notícia, a Port’Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época tais como Alexandre Dumas, que, inclusive, citou variações de pizzas em suas obras.

Chegou ao Brasil da mesma forma, por meio dos imigrantes italianos, e, hoje, pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se, logo em seguida, parte da cultura deste país. Desde 1985, comemora-se o dia da pizza no dia 10 de julho.

Foi no Brás, bairro paulistano dos imigrantes italianos, que as primeiras pizzas’ começaram a ser comercializadas no Brasil. Segundo consta no livro Retalhos da Velha São Paulo, escrito por Geraldo Sesso Jr., o napolitano Carmino Corvino, o dom Carmenielo, dono da já extinta Cantina Santa Genoveva, instalada na esquina da Avenida Rangel Pestana com a Rua Monsenhor Anacleto, inaugurada em 1910, passou a oferecer as primeiras pizzas’ da cidade.

Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela cidade de São Paulo, sendo abertas novas cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas cada vez mais diversificadas e até mesmo criativas. No princípio, seguindo a tradição italiana, as de mozarela e anchova eram as mais presentes, mas, à medida que hortaliças e embutidos tornavam-se mais acessíveis no país, a criatividade dos brasileiros fez surgir as mais diversas pizzas.

Fonte: Agência Brasil