Criação de cadastro positivo fiscal será um dos temas discutidos


A retomada do crescimento econômico passa necessariamente pela desalavancagem das empresas brasileiras. Sobretudo as micro e pequenas, que respondem por 98% dos empreendimentos e por 57% dos empregos no país. Diante do cenário desafiador, é preciso discutir a criação de mecanismos para o destravamento de crédito a custos mais baixos e o refinanciamento de dívidas dessas empresas. Ciente da importância de promover a discussão sobre o assunto, o Correio abriu as portas para sediar na terça-feira, 14, o seminário Correio Debate — Os Avanços do Sistema Simples Nacional.

O debate será realizado com a participação de importantes líderes empresariais e políticos, como o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos; o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Francisco Honório Pinheiro; o senador José Pimentel (PT-CE); e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF). O seminário será realizado no auditório do jornal, entre as 8h e as 11h. As inscrições podem ser feitas pelo site.


Serão abordados vários temas no debate. Entre eles, a implementação de um cadastro positivo fiscal que permita à empresa que estiver adimplente ter o spread bancário — diferença entre o custo do dinheiro para o banco e o quanto ele cobra pela operação — reduzido nos empréstimos. A criação da Empresa Simples de Crédito também é bem avaliada e tida como fundamental para a sustentabilidade do mercado, avalia Honório Pinheiro. “Ter instituições que possam, legalmente, conceder crédito às micro e pequenas é muito importante. Isso vai ajudar diretamente no desenvolvimento desses empreendimentos”, sustentou.


Outro avanço pelo qual o Simples Nacional precisa passar é o de novo limite de receita bruta anual, atualmente em R$ 4,8 milhões. Textos em discussão na Câmara preveem reajustar esse teto para R$ 5,4 milhões. “É preciso construir alternativas exequíveis para a saída do Simples. Hoje, da forma como está posto na legislação, o empresário fica fadado a ficar naquele limite. De um modo ou de outro, impedir o crescimento é algo que dificulta o desenvolvimento”, avaliou. O progresso das empresas é fundamental também para a geração de empregos, destaca Pinheiro. “Na medida em que haja desenvolvimento, alimenta-se a retomada do emprego e estimula o crescimento econômico.”

Fonte: Correio Braziliense